quarta-feira, 19 de setembro de 2018.
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A tolice da esperteza

Rossana Brasil Kopf - Advogada Psicanalista

segunda-feira, 10 de setembro 2018

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Este é um país onde as pessoas adoram levar “vantagem”, de serem espertas para poder se dar bem sobre os outros.
E, para levar vantagem, fazem qualquer coisa, furam filas, subornam, omitem informações, inflacionam outras, roubam, furtam, enfim, inúmeros delitos que, aos olhos da nossa atual maioria não tem problema algum, afinal, é tudo “coisa boba”.
E, após fazerem isso, saem todos felizes por terem sido mais espertos que os outros, por terem levado vantagem em algo. Pena que os cérebros das pessoas sejam tão, mas tão pequenos, que não conseguem perceber que, no final das contas, a única coisa é que ele perde. Porém, em função de sua cabecinha de primata somente analisa: “bem, não perdi a vantagem que eu levei, então, não perdi nada”, porém não conseguem perceber a quanto de outras coisas que estão perdendo.
Li uma matéria sobre os roubos das bicicletas. São roubarem isso, primeiramente, o município irá ter de repor e isso tem um custo. E quem paga esse custo? Nós, por meio dos impostos ou, caso não haja aumento de impostos, necessariamente, esse dinheiro deverá ser retirado de algum investimento (que pode ser para melhoria do trânsito na cidade), e qualquer diminuição de investimento é um grande prejuízo ao mesmo “ilustre” cidadão. Então, o povo começa a colocar a culpa sempre na Prefeitura, Poxa meu povo, o prefeito tem culpa da falta de educação? Não! O prefeito tem culpa se você joga lixo nas ruas? Também não! O Prefeito tem culpa se você não apanha a merdinha do seu cachorro??? Também não! Então, vamos parar com essas histórias de culpas e assumir as nossas culpas verdadeiras.
Então, o esperto pode ir a um supermercado e praticar algumas gracinhas, plenamente valorizadas nesta zona, ops, País . Vai lá e toma uns iogurtes de graça, deixa seu chinelo velho e sai com um novinho em folha, coloca algumas coisas dentro da roupa. E sai todo feliz com seu “feito”.
Só não conseguem perceber que, em função da sua “esperteza,” o mercado precisa colocar etiquetas eletrônicas nos produtos e sensores nas portas para detectar furto, instalar câmeras e montar uma central de monitoramento, contratar seguranças e tudo isso tem um custo, e bem caro. E quem paga esse custo? Claro, todos nós, inclusive o “esperto”.

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