sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Trinta e um anos da Carta Magna

MAURO BENEVIDES JORNALISTA E SENADOR-CONSTITUINTE

quarta-feira, 21 de agosto 2019

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Desde já conclamo os atuais parlamentares, no exercício de suas funções no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, bem assim, juristas e membros dos Tribunais Superiores, para o próximo transcurso dos 31 anos da Carta Cidadã, numa relembrança cívica que não deve ser olvidada e sim recordada com orgulho, por haver sido o nosso Documento Básico a sinalização efetiva da normalidade institucional do País.
Por força do período eleitoral do ano passado, a data teve de ser adiada pelo então presidente do Congresso Eunício Oliveira, acontecendo a Sessão Solene alusiva ao magno evento, somente, a 7 de fevereiro, numa singeleza que, de qualquer maneira, significou a realização de um acontecimento extraordinário, que nos envolveu para garantir presenças honrosas, como de Jair Bolsonaro, José Sarney, Raquel Dodge, além de um Plenário quase lotado, como se ali estivéssemos visualizando a presença insubstituível de Ulysses Guimarães, com a tonitrância de voz pausada, enfatizando o “VAMOS VOTAR, VAMOS VOTAR”, em autêntico chamamento de luta, quando atuamos impregnados, até aquele inesquecível 5 de Outubro de 1988.
Erguendo-se da Cadeira Presidencial, o Senhor Diretas repetidas vezes fazia ecoar o brado de convocação – vamos votar, vamos votar, vamos votar –, conclamação histórica que nos compelia ao cumprimento de dever cívico inalienável.
Naquele instante solene da instalação, em 1987, o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, José Carlos Moreira Alves, fez brilhante discurso, instando a todos nós para a necessidade de nos integrarmos àquela missão, de que fomos investidos pelo voto popular, preconizando que a nova Constituição – que seria elaborada com precisão – deveria servir de luzeiro para o nosso comportamento, diante das decisões que a Nação adotaria, nos Três Poderes, para restabelecer a Democracia, dentro de padrões que atendessem à realidade coletiva.
Se assim foram os trabalhos de abertura, a PROMULGAÇÃO foi esplendorosa, com o Plenário e Galerias lotados, numa demonstração inequívoca de que as correntes populares, agregadas aos constituintes, festejassem o notável evento, que deve ser relembrado como afirmação do nosso sentimento pátrio.
Como outubro já se aproxima, entendi de recordar aquela gloriosa ocorrência, nas proximidades de mais uma data a ser comemorada, numa reenfatização do nosso simbolismo democrático, que deve ser festejado, como forma de manter sempre sólidas as nossas convicções políticas e indestrutível a formação libertária do Brasil.

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