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Violência doméstica

BRENDAN COLEMAN - REDENTORISTA

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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Otexto-base da Campanha da Fraternidade de 2018, cujo tema é “Fraternidade e superação da violência”, tem um parágrafo sobre a violência doméstica. “A violência contra a mulher ocorre, principalmente, dentro de casa”. 71,8% das agressões registradas pelo SUS em 2011 aconteceram no domicilio da vítima. Frequentemente, o agressor é o parceiro ou ex-parceiro da vítima (43,3%).

Quando se consideraram apenas as mulheres na faixa de 30 a 39 anos de idade que sofreram violência, em 70,6% dos casos o parceiro ou ex-parceiro é o agressor. Pais (19,8%), irmãos e filhos (7,5%) respondem pelo restante dos casos. Considerando a idade, consta-se que os casos de violência são mais frequentes contra mulheres jovens. Representam o dobro das situações de violência contra mulheres em outras faixas etárias” (cf. TB p.32).

Em todo o mundo, conforme revela a Organização Mundial da Saúde, 16% das pessoas com mais de 60 anos de idade já sofreram algum tipo de abuso. O agressor quase sempre é um familiar, notadamente filhos ou cônjuge. “A obrigatoriedade da notificação dos maus tratos contra pessoas idosas é recente, mas os números vêm se avolumando a cada ano” (cf. op .cit. p.33). A Lei Maria da Penha está aí para proteger as mulheres em caso de violência doméstica, porém, é relativamente pouco usada, provavelmente, por causa de medo de retaliação, vergonha, discordância de outros membros da família. etc.

Obviamente, crianças e adolescentes também são vítimas de violência doméstica dentro dos seus lares. O Instituto Avon, em parceria com a Data Popular publicaram os resultados de uma pesquisa entre 2.046 jovens, entre 16 e 24 anos de idade em dezembro 2014. É interessante notar que a maioria dos jovens entrevistados diz ter sido vítima de algum tipo de comportamento agressivo, “como falar mal, empurrar, ameaçar, dar uma tapa, impedir de sair de casa (especialmente a noite), impedir de usar determinada roupa, humilhar em público, abusar sexualmente, entre outras”. Hoje, as formas de violência doméstica conhecidas contra crianças e adolescentes são: a ausência de acolhida e proteção no lar, ataques físicos e verbais, abuso sexual, não tomar cuidado da, saúde do menor, comida insuficiente, roupas inadequadas, pouca oportunidade de estudar, falta de lazer, obrigando a criança ou adolescente a enfrentar uma jornada de trabalho além de suas condições físicas etc.

O Texto-Base da CF 2018 enfatiza que “a pobreza é uma das piores formas de violência que uma criança pode enfrentar, visto que tem impacto em sua vida da forma mais ampla possível” (op. cit. p.34). O Papa Francisco nos recorda em sua Exortação Apostólica Amoris Laetítia, sobre o amor na família dizendo que: “A família é o âmbito não só da geração, mas também do acolhimento da vida que chega como um presente de Deus. Cada nova vida ‘permite-nos descobrir a dimensão mais gratuita do amor, que nunca cessa de nos surpreender. É a beleza de ser amado primeiro: os filhos são amados antes de chegar’. Isto mostra-nos o primado do amor de Deus” (cf. AL, no. 166).

O Documento da CNBB 105, titulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, publicado no mês passado, tem coisas bonitas a dizer sobre a família. “Em todos os tempos, a família é o areópago primordial. Como âmbito inicial da vida e da ação dos cristãos leigos e leigas, é tesouro e patrimônio dos povos. A família, comunidade de vida e amor, escola de valores e Igreja doméstica, é a grande benfeitora da humanidade. Nela se aprendem as orientações básicas da vida: o afeto, a convivência, a educação para o amor, a justiça e a experiência da fé. É missão da família abrir-se à transmissão da vida, à educação dos filhos, ao acolhimento dos idosos, aos compromissos sociais. Assim, o mundo se torna uma grande família onde os cristãos leigos e leigas são protagonistas da evangelização” (AL, no. 1).

 

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