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quarta-feira, 06 de dezembro 2017

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Em 76 anos, de 1940 a 2016, a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer aumentou em mais de 30 anos e hoje é de 75,8 anos – um acréscimo de três meses e onze dias em relação a 2015. Os dados constam da Tábua de Mortalidade de 2016 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, a expectativa de vida no país era de 75,5 anos. A partir de 1940, com a incorporação dos avanços da medicina às políticas de saúde pública, o país experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade.

Um pouco mais a frente, fatores como campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, contratação de agentes comunitários de saúde e programas de nutrição infantil contribuíram para o aumento da expectativa de vida do brasileiro ao longo dos anos. Apesar desse crescimento contínuo na expectativa de vida, o Brasil ainda está abaixo de países como Japão, Itália, Singapura e Suíça, que em 2015 tinham o indicador na faixa dos 83 anos.

A Tábua de Mortalidade 2016 constatou que Santa Catarina é o estado que apresenta a maior esperança de vida, com 79,1 anos, seguido do Espírito Santo (78,2 anos), Distrito Federal e São Paulo (78,1 anos). No outro extremo, com as menores taxas de expectativas de vida, estão o Maranhão, com 70,6 anos, e o Piauí, com 71,1 anos. O estudo apontou que mulheres vivem em média mais do que homens (79,94 anos contra 72,9 anos deles). A diferença reflete os altos níveis de mortalidade, principalmente de jovens, por causas violentas, que incidem diretamente na esperança de vida ao nascer da população masculina.

Este tipo de informação serve para o governo planejar políticas públicas. A reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso, tenta estabelecer a idade mínima para a aposentadoria em 65 anos para homens e 62 para mulheres em 2038. Este é o número que o governo trabalha atualmente para o cálculo do fator previdenciário. Porém, a reforma da Previdência não leva em consideração as diferenças regionais.

EDITORIAL

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