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Camilo critica “omissão” do PT na segurança pública

quinta-feira, 10 de janeiro 2019

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O governador Camilo Santana criticou, ontem (9), o que chamou de “omissão” do Governo Federal na esfera da segurança pública durante a gestão petista, ressaltando que esse tipo de postura contribuiu para fazer com que as facções ganhassem domínio no Brasil. A declaração foi feita em entrevista concedida pelo governador à rádio Tribuna Band News.

“O Estado precisa mostrar que quem manda é o Estado, não tem recuo nesse sentido. Isso precisa ser feito no Brasil inteiro. O Brasil foi dominado por facções criminosas por omissão dos governos. Até o governo que foi presidido pelo meu partido foi omisso”, disse ele em referência às gestões de Lula e Dilma Rousseff e destacando a importância da participação do Governo Federal no tema.
“O enfrentamento tem que ser feito a nível nacional, o crime ultrapassou as fronteiras dos estados, é preciso chamar também o Poder Judiciário para participar do processo”, continua.

Camilo reconhece o início dos ataques como uma reação a políticas de enfrentamento do Governo do Estado contra os criminosos – o que inclui a criação da Secretaria de Administração Penitenciária e a nomeação de Luís Mauro Albuquerque para liderar a pasta. “Essa é uma decisão que tomei. Fiz uma reestruturação no governo, criei uma secretaria exclusivamente (para o sistema penitenciário), chamei o que há de melhor para comandar essa secretaria, que é o secretário Luís Mauro, que tem experiência, conhece o sistema, sabe o que fazer para colocar a ordem e a disciplina dentro dos presídios. Essa foi minha decisão e teve a consequência disso. Meu maior sofrimento aqui é saber as angústias que a população está sofrendo”, ressalta o governador.

Ele lembra, no entanto, que as aprimorações no sistema de segurança pública não começaram recentemente, destacando que já vinha trabalhando mudanças desde o primeiro mandato. “Contratei 10 mil profissionais em época de crise, enquanto muito estado nem pagou salário dos servidores, o Ceará comprou mais de 2.100 viaturas, helicópteros novos, investimentos em inteligência, tecnologia, 2.900 câmeras de monitoramento integradas”, lista.

Segundo ele, grande parte do que contribuiu para fragilizar o sistema penitenciário no Ceará foi em decorrência da crise de 2016, que, segundo ele “destruiu o sistema prisional”. Camilo destaca que, na ocasião, fez um novo concurso para agente penitenciário, levando em conta a necessidade de mais profissionais atuando após o ocorrido.

Cobranças
Desde o ano passado, Camilo cobrava maior participação do Governo Federal nos estados, na área da segurança pública, tendo articulado reuniões com os demais governadores eleitos dos estados nordestinos que tratavam sobre o assunto. Nessas ocasiões, os governantes enviaram ao presidente Jair Bolsonaro uma série de demandas para a população desses estados, com destaque à segurança pública.
Já no primeiro dia do ano, na ocasião da posse de seus secretários, poucos dias antes do início dos ataques, Camilo voltou a cobrar do Governo Federal maior participação na área.

Moro
Em entrevista recente, o governador Camilo Santana declarou que o ministro da Justiça, Sergio Moro, é um importante aliado na luta contra o crime organizado. “Tenho conversado de forma permanente, especialmente com o ministro Moro. Tudo o que for necessário será feito”, assegurou ele, relatando que o ministro tem sido prestativo e atendeu suas demandas de prontidão.

Ele conta que Moro atendeu “absolutamente dentro do prazo”. “Tanto em relação ao pedido de tropas da Força Nacional, quanto ao pedido de vagas nas penitenciárias federais de segurança máxima, para a transferência de líderes criminosos”, complementou.
Conforme informações que circulam nos bastidores, o governador tem comandado pessoalmente as ações das forças policiais e repassado, com regularidade, detalhes sobre as operações a Moro, com quem fala todos os dias sobre a situação.

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