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Ciro diz que “ PSDB já não é um partido sério desde FHC”

terça-feira, 14 de novembro 2017

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Foto: NAYANA MELO

O ex-ministro Ciro Gomes, hoje pré-candidato à presidência da República pelo PDT, teceu crítica ao PSDB, adversário nas eleições de 2018. Ciro foi filiado de primeira hora do PSDB -em 1990, dois anos depois da fundação da legenda. “O PSDB já não é mais um partido sério desde o [governo] Fernando Henrique”, comentou, após participar de um debate na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo.

A declaração foi dada em resposta a uma pergunta a respeito da crise interna do PSDB, que se divide em relação ao apoio a Michel Temer.
Na semana passada, as tensões no tucanato se acirraram quando Aécio Neves afastou Tasso Jereissati -antigo aliado de Ciro no Ceará- da presidência interina da legenda e nomeou o paulista Alberto Goldman.

“Isso aí é só um desdobramento da corrupção que o Fernando Henrique impôs à estrutura do PSDB”, afirmou o pedetista, em crítica à aliança do ex-presidente tucano com lideranças do PMDB em seu governo (1995-2002).

“Renan Calheiros foi ministro da Justiça do Brasil, minha filha. Ninguém se lembra disso -eu não esqueço. Foi comandante em chefe da Polícia Federal. O Eliseu Quadrilha [em alusão a Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil] era ministro dos Transportes.”
Segundo o pedetista, “quem não quer ver isso é o Tasso, que e vota pela absolvição do Aécio num dia e, no dia seguinte, pede a renúncia. Estão pensando que estão enganando a quem?”.

Alianças
Trabalhando na costura de apoios para sua candidatura, Ciro tem repetido que se negará a tratar de alianças políticas com o PMDB: “É necessário, inadiável”.

O pedetista contou que busca alianças em um “arco de esquerda democrática”, com a participação de políticos de centro. “Neste momento, nem eu nem ninguém tem a capacidade de responder a essa pergunta [quem serão seus aliados].”

Ele comparou a pré-corrida presidencial a um treino de Fórmula 1, em que “cada carro está fazendo seu trecho sozinho, para conhecer o circuito” e, assim, conseguir “obter um bom lugar no grid de largada”.

No entanto, o ex-governador do Ceará conta que tem conversado formalmente com PSB, PC do B e PT -em 2018, poderá dividir palanques com Lula em ao menos três Estados (Piauí, Ceará e Bahia).
Ciro falou a estudantes e professores da FAAP acompanhado pelo filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da instituição e colunista da Folha de S.Paulo, e pelo fotógrafo J.R. Duran, que lançava, na ocasião, a 10º edição de sua “Revista Nacional”.

“Mais presidencial”
No auditório da FAAP, o ex-governador disse, em inglês, que “precisa ser mais presidencial a partir de agora”, frase que tem repetido em suas aparições.

O que ela significa? “Quer dizer que eu tô virando de cientista político, de um acadêmico e de um militante a quem se deve pedir um livre pensar para um candidato que não fala por si, fala por uma corrente de opinião, por um partido”, disse. “E isso não muda. Não é outra cara. Apenas eu não posso mais ser estritamente aquilo que um acadêmico como eu pode ser, que fala o que quer, o que pensa, pouco importando se tem efeitos eleitorais.”, disse ele.

Economia
Na semana passada, em entrevista ao jornal O Estado, Ciro analisou a evolução da economia, afirmando que, apesar da “melhoria residual”, a melhoria econômica não irá resolver a situação dos trabalhadores brasileiros, uma vez que o contingente de desempregados é muito elevado. De acordo com ele, o quadro só modificará com a eleição de um novo presidente da República.

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