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Ciro Gomes afirma que não há negociação com o DEM

quarta-feira, 13 de junho 2018

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O pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) disse, ontem (12), que não há negociações para uma composição com DEM e PP, mas defendeu um projeto sustentado por “amplas forças do centro à esquerda”.
Cid Gomes, irmão do pré-candidato, deve se reunir nesta semana com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. Ciro afirmou que não chamaria o DEM para apoiá-lo porque Maia é atualmente o pré-candidato do partido à Presidência.

“Quer dizer que eu não gostaria do apoio? É o oposto. Estou me preparando para governar o Brasil e quem quiser governar bem o Brasil tem que ser capaz de unir. Unir esforços, diferentes concepções sobre uma guia básica que é um projeto nacional de desenvolvimento.”

Ciro chamou a hipótese de aliança de fofoca e disse que a preferência para uma coligação é com o PSB, partido ao qual já foi filiado e que não deve ter candidato à Presidência.
Questionado sobre posições do DEM que contrariam suas propostas, como a revogação da reforma trabalhista, o pré-candidato do PDT disse que é possível a concordância de programas.
“Quem quer que o povo eleja, é com esses que temos que negociar. No caso do Rodrigo Maia, tenho uma relação antiga de amizade, de respeito. Respeito a candidatura dele, conheço o Rodrigo desde muito jovem, estou vendo com muito prazer o crescimento político dele. Sou velho amigo do pai dele. E, portanto, não haveria muita dificuldade de estabelecer, em linha com essa velha amizade, um entendimento sobre o Brasil.”

O presidenciável participou ontem (12) de um evento da Força Sindical, em São Paulo.
Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada no domingo (10), ele apareceu em terceiro lugar nas intenções de voto, com 10% a 11% nos cenários sem o ex-presidente Lula. O pré-candidato disse que “pesquisa é o retrato de um momento”. “A vida não é retrato, a vida é filme. Mas o meu pessoal gostou muito [dos resultados].”

No evento, Ciro respondeu a perguntas de sindicalistas principalmente sobre economia. Ele prometeu reformas nos seis primeiros meses de governo e criticou políticas do governo Michel Temer, como o teto de gastos públicos e a gestão da Petrobras.

Disse também que a Argentina está quebrada mesmo “fazendo tudo o que os pilantras internacionais pediram” e que afirmou que o país convive com um cartel de bancos que impõe taxas de juros elevadas.
Durante uma das respostas, ele chegou a ser interrompido por um participante do encontro que citou a corrupção nos governos de Lula. O pré-candidato respondeu que tem críticas aos governos petistas.

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