sábado, 24 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Deputados do CE ressaltam indicadores de Educação

quinta-feira, 13 de junho 2019

Imprimir texto A- A+

A evolução do Estado nos indicadores de educação nos últimos anos foi tema de pronunciamentos, ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou que desde 2005 o Ceará tem caminhado em passos avançados e mais acelerados do que outros estados, no desenvolvimento de políticas de educação, culminando em resultados exitosos.
De acordo com Aguiar, em 2005 o Ceará ocupava o 15º lugar na nota média de avaliação do ensino fundamental do País e, sucessivamente, foi melhorando esses indicadores, até atingir o terceiro lugar em 2017.“Graças às parcerias com os municípios e o fortalecimento do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), o nosso Estado está em melhor consonância com as expectativas da sociedade em relação à qualificação do nosso ensino”, salientou.

O deputado também reconheceu o sucesso das políticas de valorização da educação no município de Camocim. “Quando fui prefeito de Camocim, foram construídas 30 escolas municipais. Agora, sob a gestão de Mônica Aguiar, os ganhos são cada vez mais expressivos”, ressaltou.
Segundo ele, o município apresenta 17 escolas de ensino fundamental dentre as 150 melhores escolas públicas do Estado. “É um motivo de alegria e resultado da responsabilidade de desenvolver uma educação municipal de qualidade”, pontuou.

Na ocasião, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) considerou o tema como de grande relevância. “O Ceará tem sido uma referência na educação pública dos últimos 10 anos e os números consolidam essa tendência de crescimento, já que ocupamos as primeiras colocações em ranking de avaliação próximos de Estados bem mais ricos”, avaliou.
O comunista usou a tribuna da AL para destacar, ainda, o desempenho do município de Cratéus nas avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O resultado foi divulgado na última terça-feira (11) no primeiro boletim do Instituto de Estudos e Pesquisas Sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp) e apontou um crescimento para Crateús de 0,1 no biênio 2017/2018, “um crescimento menor em 20% em relação aos biênios anteriores”.
O parlamentar destacou que Crateús registrou crescimento contínuo durante 14 anos, indo da nota 2.9, em 2005, à 5.7, em 2016. “Um crescimento que variou entre 0.4 e 0.7 pontos a cada dois anos. No biênio 2017/2018, entretanto, esse crescimento foi de apenas 0.1 em relação aos biênios anteriores”, observou.

Felipe observou também que esses crescimentos contínuos aconteceram, durante a gestão como prefeito do município, e na gestão anterior a dele. A queda para 0.1 pontos aconteceu na gestão do atual prefeito. “Houve crescimento nos índices de Crateús, ainda que numa proporção menor em relação aos outros municípios, e este eu credito aos funcionários das escolas, ao corpo docente, e todos aqueles que lutam para ofertar uma educação digna para nossas crianças, mesmo com restrições como falta de estrutura das escolas e de valorização dos profissionais”, defendeu.
Carlos Felipe cobrou ao prefeito atual de Crateús mais atenção à educação local e um melhor aproveitamento dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) que chegam ao município.

Ele disse que seu mandato tem aconselhado à população sobre esses recursos, e que parte dele deve ser destinada aos professores. “As pessoas devem compreender a importância do investimento em educação. O município detém R$ 60 milhões em caixa, e é de fundamental importância dar condições dignas aos estudantes e aos profissionais”, ponderou.
Já o deputado Romeu Aldigueri (PDT) comemorou os avanços na educação do município de Granja. O parlamentar afirmou que após cinco anos de gestão a cidade possui 59 escolas contempladas com o Prêmio Escola Nota Dez 2019. A premiação foi feita pelo governador Camilo Santana, no último dia 6 de junho.
Romeu Aldigueri destacou dados dos últimos 12 anos do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da rede municipal de ensino do Estado, divulgados pelo Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará, órgão da Assembleia Legislativa. Segundo ele, o município de Granja possuía, em 2012, um índice de 4.1, subindo para 7.7, entre 2017/2018.
“Era um índice para 2023 e já alcançou em 2017. Isso é motivo de satisfação, um orgulho para todos nós”, disse, parabenizando a prefeita Amanda Aldigueri e a todos que fazem a educação do município.
O deputado revelou ainda que Granja é a melhor educação da Crede 4, ficando na 8ª colocação entre 184 municípios do Ceará. O parlamentar lembrou que em 2012, a cidade possuía 14 escolas apoiadas, figurando entre as 150 piores do Ceará. “Isso mostra o compromisso de uma gestão que pegou um município arrasado, com 23 inadimplências, desacreditado, campeão cearense de analfabetismo, possuía a pior taxa de mortalidade infantil do Ceará e o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado”, relatou.

Na CMFor, oposição cobra investimentos; Base aliada rebate  e cita avanços

Ao fazer uso da tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o vereador Sargento Reginauro (sem partido), fez um comparativo entre a gestão passada e a atual em relação aos investimentos gastos na educação e a situação do cenário tecnológico das escolas do Município.
Em seu pronunciamento, Sargento Reginauro levantou questionamentos sobre a falta de investimentos na área educacional. De acordo com o parlamentar, a pesquisa científica precisa ser estimulada e ela vem sofrendo cortes a cada gestão. “Como os estudantes vão ter o hábito da pesquisa? Como eles estão se preparando para entrar nas Universidades, se na educação básica eles nunca tiveram acesso a um laboratório?, argumentou.
O vereador reforçou, ainda, que a cada 10 escolas apenas uma tem laboratório de ciências no Município de Fortaleza. “Como podemos pensar em educação básica sem darmos as nossas crianças condições necessárias de competitividade? Falta laboratório de ciências, sala de leitura, quadra poliesportiva”, disse.
Na oportunidade, Reginauro apresentou dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Lemman, com base nos microdados do Censo Escolar – 2018/INEP, e fez um comparativo. “Os investimentos na educação de Jovens e Adultos, em 2013 foram R$ 12 milhões, em 2018 apenas R$ 1 milhão. Na Educação Especial, em 2013 foram empregados R$ 300 mil e em 2018 R$ 750 mil, uma redução de 75%”, alertou o vereador.
Na área tecnológica, Reginauro ressaltou para o fechamento de 200 laboratórios nas escolas públicas de Fortaleza. “Em 2012 eram 229 escolas com laboratórios, 84%, e em 2018 somente 104 escolas, 36%. Computadores por aluno, em 2012 eram 4.498 unidades e em 2018 somente 2.307 estão disponíveis”, evidenciou.

Contraponto
Ao fazer uso da Liderança do Governo, o vereador Esio Feitosa (PPL), rebateu a fala da oposição, afirmando se tratar de um problema pontual. O parlamentar ressaltou os indicadores do relatório de 2018 da Lei de Responsabilidade Educacional e reforçou o compromisso da gestão do municipal com a educação de Fortaleza.
“Obviamente nunca dissemos que está tudo perfeito e sempre reconhecemos que os problemas existem e que precisamos melhorar. Mas pela fala da oposição, é como se isso representasse o quadro da educação na nossa cidade e isso não é verdade. São problemas pontuais e o relatório de 2018 da Lei de Responsabilidade Educacional, que foi entregue à Câmara, traz vários indicadores que demonstram o esforço e compromisso da gestão em melhorar e resolver problemas históricos na rede de educação municipal”, ressaltou.
Segundo Esio, dados do relatório mostram avanço nos índices de aprendizado dos alunos da rede pública de ensino. “Em 2016, tínhamos 96,1% de escolas com padrão desejável, em 2017 passamos para 98,1%. Em 2018, saltamos para 99,5% de escolas. E vou passar o relatório para vossa excelência para que possa avaliar. Nós temos ainda 104 unidades com laboratórios de informáticas, 264 com bibliotecas e salas de leitura, 149 com quadras poliesportivas, 26 unidades com laboratório de ciência e 250 com atividades curriculares complementares”, apontou. Esio ainda apontou que das 303 escolas de ensino fundamental, 34,3% contam com laboratório de informática, 87% com bibliotecas, 49,2% com quadras poliesportivas, 8,5% com laboratório de ciências e 82,5% desenvolvem atividades complementares.
Esio ainda destacou o compromisso da gestão, de até o final do mandato, construir mais 36 creches, 26 escolas em tempo integral e o Hospital da Criança.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter