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Esportes – PCdoB quer manter pasta

quarta-feira, 10 de novembro 2010

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Manter Orlando Silva como ministro do Esporte é prioridade para o PCdoB, partido da base de Dilma Rousseff. Representantes do partido reuniram-se ontem com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, para discutir como será a participação dos comunistas no próximo governo. A pasta terá sua importância ampliada no próximo governo devido à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016 e, por isso, passou a ser cobiçada por outros partidos da coligação.

De acordo com o senador Inácio Arruda (PCdoB), após o trabalho do PCdoB no Ministério do Esporte durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria justo que o partido ficasse com a pasta nos próximos quatro anos. “Nós não queremos menos do que já temos. Nós construímos esse ministério. Ele não existia. As grandes conquistas do Brasil nessa área são frutos da presença do presidente Lula, que é uma figura carismática, mas também, do trabalho organizado e eficiente que envolve o ministério, para atrair grandes eventos do mundo, como a Copa do Mundo”, disse Inácio Arruda ao chegar à reunião.

Quadros técnicos
Arruda fez questão de lembrar que o partido tomou a decisão de tirar Orlando Silva da disputa eleitoral para que ele permanecesse no cargo, pedido que, segundo o senador, foi feito pelo presidente Lula. “Ele tinha condições de se eleger para deputado federal”, avaliou o senador.

No primeiro mandato de Lula, o Ministério do Esporte ficou com Agnelo Queiroz, que na época era do PCdoB. Com a saída de Agnelo, Orlando Silva assumiu a pasta e permaneceu no segundo mandato de Lula. O PCdoB também tentará manter-se na presidência das agências reguladoras do Petróleo (ANP) e de Cinema (Ancine), além da diretoria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Segundo o senador, o PCdoB tem quadros técnicos que podem ocupar vagas no governo de Dilma Rousseff. Entre esses quadros, ele citou os deputados Flávio Dino (MA), Manuela D’ávila (RS) e Aldo Rebelo (SP). “Antes, falavam que o PCdoB cabia em uma Kombi e, agora, observando nossos cargos técnicos, vemos que já extrapolamos muito esse limite”, disse o senador. Na avaliação de Arruda, as divergências entre Dino e a governadora reeleita do Maranhão, Roseana Sarney, não podem ser considerados obstáculos para a presença dele na Esplanada. “Se precisam de um quadro técnico, temos o Dino que é um dos mais competentes e respeitados juristas”, destacou. Da reunião com o presidente do PT, também participou o presidente da legenda, Renato Rabelo.

Pressão
Em meio à pressão de partidos aliados para aumentar sua participação no governo de Dilma Rousseff (PT), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse ontem que nenhum atual ministro ou partido político é “dono” de sua pasta. Segundo Padilha, Dilma vai garantir a continuidade do governo Lula, mas montará uma equipe com a “sua cara”. “O que todo mundo tem que saber é: o baralho mudou de mãos. Acabou a rodada, agora o baralho está na mão da presidente eleita, está misturando as cartas, nenhum ministro e nenhum partido é dono do ministério que ocupa”.

Padilha disse que Dilma, ao optar por um governo de continuidade, não quer sinalizar que vai manter os atuais titulares do primeiro escalão. “Certamente será um governo de continuidade política, mas isso não significa que as mesmas pessoas continuem. A presidente eleita tem seu tempo. As mulheres, de forma muito especial, tem seu tempo, são mais cuidadosas, mais tranquilas para tomar decisões.” (Com informações da Agência Brasil e Folha de S.Paulo).

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