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Eunício duvida de “estrutura emocional” de Bolsonaro

sexta-feira, 09 de fevereiro 2018

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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), questionou, ontem, se o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) teria condições de governar o país, caso ele vença as eleições presidenciais de outubro. “Estrutura emocional ele até pode ter para ganhar a eleição, eu quero saber o dia seguinte”, disse.

Em café da manhã com jornalistas, o emedebista questionou a estrutura partidária do deputado fluminense, pré-candidato ao Palácio do Planalto. “Não sei nem o que significa PSL”, disse.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada há uma semana, Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 16% das intenções de voto em um cenário com a participação do ex-presidente Lula na disputa. Já quando o petista é retirado da pesquisa, o deputado lidera com 19%.
Ao comentar o cenário eleitoral, Eunício disse que a corrida presidencial está indefinida e disse que inicialmente uma candidatura do PSDB seria mais palatável, por ser um partido de centro e com nomes “centrados”.
Sobre o governador paulista, Geraldo Alckmin, Eunício disse não ser inicialmente um eleitor dele, mas comentou que as declarações recentes de tucanos mostram que o próprio PSDB questiona a candidatura do governador ao Palácio do Planalto.

Huck
Questionado sobre uma eventual candidatura do apresentador de TV Luciano Huck, ele disse que “do jeito que está todo mundo é viável”.
Para Eunício, embora Huck não tenha experiência no Congresso, ele “pode se agregar à alguém que tenha experiência do Congresso, que tenha densidade de voto”, comentou.
Ele lembrou um discurso do apresentador em evento em São Paulo e disse que ele teve uma fala “bem arrumadinha politicamente”, se destacando em relação a um pronunciamento do juiz Sergio Moro.
“Huck se afirmou muito mais naquela plateia do que o próprio juiz que tem popularidade muito maior que a dele”, acrescentou.
Apesar das declarações, ele disse não estar defendendo uma candidatura de Huck e deixou em aberta a possibilidade de votar no ex-presidente Lula, caso ele se confirme candidato.

Ceará
Eunício disse que isso aconteceria se seu partido, o MDB, não tiver candidato próprio ou se ele não fizer parte de uma aliança no Ceará que o obrigue a votar em outro candidato.
Pré-candidato à reeleição ao Senado, ele tem se aproximado do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e dos irmãos Cid e Ciro Gomes, com quem deve firmar alianças para as eleições de outubro.

Previdência
O presidente do Congresso ainda considerou que a reforma da Previdência foi mal avaliada pela é equipe econômica do governo quando enviada ao Congresso Nacional no ano passado. “A reforma [da Previdência] foi colocada com 200 penduricalhos, e as informações são tantas que ficaram contraditórias”.
Ao dar as declarações, ele disse ainda que se a reforma tivesse sido enviada mais enxuta, poderia ter sido aprovada junto com a reforma trabalhista. “Se a reforma da Previdência não for aprovada, não é uma catástrofe”, disse, considerando um cenário para os próximos três anos. Mesmo assim, disse que é um problema que terá que ser resolvido e que os candidatos à Presidência da República vão ter que enfrentar.

“Defeituosa”
Eunício Oliveira avaliou ainda que a reforma como está vai sair mais “micro ou defeituosa”. E acrescentou que se chegar ao Senado ainda este ano, o texto terá que ser debatido e passar pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa antes de ir a plenário.

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