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General garante combater colarinho branco

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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Escolhido para coordenar uma das bandeiras eleitorais de Jair Bolsonaro (PSL), General Theophilo, que disputou o Governo do Estado do Ceará na eleição deste ano, afirma que uma de suas prioridades será identificar “gente do colarinho branco” envolvida no tráfico de drogas.
À imprensa, o futuro secretário de segurança pública do Governo Federal conta que hoje o mercado de entorpecentes tem a participação de políticos, juízes e até militares. “Nós temos de pegar quem está usando o crime organizado para se eleger”, disse. O militar conta que acredita haver envolvimento “de gente grande” nessas operações criminosas.

“Com certeza temos políticos, juízes e militares, tanto das forças auxiliares como das Forças Armadas. Então, a sociedade está contaminada. Nós temos de prender essas pessoas que dominam, que são os mais inteligentes. Nós temos de acabar com o traficante comandando de dentro dos presídios”, disse ele.
Theophilo usa como exemplo sua vivência no interior do Ceará, onde em muitos municípios, conta ele, quem domina é o tráfico. “O ídolo do município é o traficante. Porque ele defende que ninguém entre lá. Se roubam uma moto, ele descobre e faz justiça com as próprias mãos. E participaram da campanha eleitoral, elegendo políticos. Então, nós temos de pegar quem está usando o crime organizado para se eleger.”

Intervenção
Contrário à intervenção federal no Rio de Janeiro, ele informou que se reunirá na semana que vem com o general Braga Netto para discutir a desmobilização do efetivo militar. “Acredito que no dia 31 de dezembro esse processo termine. E, no dia 01 de janeiro, seja entregue a chave aos órgãos de segurança pública”, afirmou.
Para ele, é necessário reforçar a segurança pública com melhor treinamento das forças policiais e investimentos em tecnologia, como alternativa a essa solução. “A gente tem de matar as facções criminosas por inanição, tirando delas a droga, que é o que as mantém em rotatividade.” Ele acredita que, com a coordenação de Sérgio Moro, será possível capturar os criminosos de alto escalão, identificados pelo militar como os “barões da droga”.

O futuro secretário considera, também, que a intervenção no Rio deve ser revogada já a partir da posse do novo presidente. Ele lembra que, desde que ainda integrava o alto comando do Exército, era contra a iniciativa. “Em oito meses, não se vai resolver o problema no Rio de Janeiro, que foi o prazo da intervenção. Tem de passar por uma reestruturação completa da segurança pública. Havia interesse político de não votar a reforma previdenciária”, ponderou.
Ele indica ainda que o planejamento do general Braga Netto, interventor na segurança do Rio, já está prevendo uma desmobilização gradual, tal qual a ocorrida no Haiti. O General indica que as operações já estão começando a diminuir e acredita que no dia 31 de dezembro o processo já esteja no fim. No dia 1º de janeiro, continua, a chave deverá ser entregue aos órgãos de segurança pública. Para discutir o assunto, os dois generais se reunirão na próxima quinta-feira (13), na capital fluminense.

Witzel
Ainda falando sobre o Rio de Janeiro, Theophilo falou ainda sobre a proposta do governador eleito do Estado, Wilson Witzel (PSC), de abater indivíduos que estejam portando armas pesadas. O General diz concordar em parte, a depender da situação. “O indivíduo está com arma pesada em que situação? E se ele, em um confronto, apontar a arma pesada?”
Assim, continua, o disparo só deve ser dado caso se comprove que o indivíduo seja um criminoso e que fará resistência à atividade policial.

Bolsonaro
Theophilo comentou, ainda, o convite de Bolsonaro para que ele fizesse parte do Governo Federal. “Ele me ligou convidando [para o cargo]. Sou da mesma turma do Bolsonaro e fomos paraquedistas juntos. Temos a vida toda, até o momento que ele saiu do Exército, de companheirismo. Ele me perguntou se eu aceitaria e eu disse que aceitava. Eu quero que esse governo dê certo e vou colaborar com o presidente eleito, que é um amigo.”

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