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Governo Bolsonaro investiga polêmica em edital de livros

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

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O governo Jair Bolsonaro (PSL) retirou, ontem (10), da internet a versão do edital de compra de livros que havia deixado de exigir das editoras obras com referências bibliográficas e o compromisso com a agenda da não violência contra as mulheres, promoção das culturas quilombolas e dos povos do campo. Uma sindicância já foi instalada para apurar o caso.
Após a Folha de S.Paulo revelar as alterações do edital na última quarta (9), o Ministério da Educação do governo Bolsonaro soltou nota, somente no início da noite, afirmando que as alterações eram de responsabilidade do governo Michel Temer (MDB). Já o ex-ministro da Educação negou a autoria das modificações.

A reportagem da Folha de S.Paulo havia pedido esclarecimentos ao MEC sobre o edital na tarde do dia anterior, terça-feira (8).
Agora, segundo o governo, a sindicância vai apurar se houve algum erro ou troca de versões e o texto que suprimia exatamente esses trechos acabou publicado de modo equivocado. O governo insiste que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, não tinha conhecimento da nova versão.
As alterações eram relacionadas ao edital do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) 2020, voltado à seleção e compra de livros para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). A versão, agora retirada do ar, havia sido publicada no dia 2 de janeiro.

A transição de governo começou no dia 3 de dezembro. Foram realizadas 17 reuniões.
O PNLD é gerenciado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). A sindicância já está sendo realizada por uma equipe do órgão, ligado ao MEC. De acordo com o governo, estariam sendo levantadas o passo a passo do texto antes de a versão vir a público.

A expectativa é que o resultado seja divulgado rapidamente. O edital serve de referência para que as editoras produzam as obras didáticas e as apresente para avaliação do governo. Lá também estão os critérios para a escolha dos livros por parte do governo.

Além de excluir trechos sobre violência contra a mulher, quilombolas e a obrigatoriedade de referências bibliográficas, o documento suprimia orientação para que ilustrações retratassem “a diversidade étnica da população brasileira” e também trecho que vetava publicidade.
O foco em revisão de livros didáticos como forma de combate a supostas doutrinações de esquerda tem sido articulado desde antes da posse do presidente e do ministro Vélez Rodriguez. Essa é a principal agendas na área de Educação do governo Bolsonaro.

Bolsonaro divulga retrato oficial de seu mandato

O presidente Jair Bolsonaro divulgou o retrato oficial de seu mandato. A imagem foi publicada ontem (10) em sua conta nas redes sociais.
Ele posou para a fotografia com a faixa presidencial e com a bandeira do Brasil como cenário de fundo. Ela foi feita na última segunda-feira (7), no Palácio do Alvorada, pela equipe da Secretaria de Comunicação Social.
O retrato oficial costuma ser colocado em gabinetes presidenciais e repartições públicas. Na semana passada, foram retiradas, do Palácio do Planalto, as fotografias de Temer.
Inicialmente, o antecessor de Bolsonaro posou para a imagem com a faixa presidencial. A imagem, contudo, foi criticada nas redes sociais por ter sofrido alterações gráficas, o que o levou a fazer uma segunda fotografia.
Na foto oficial, Temer posou de pé, sem a faixa presidencial, apoiando uma das mãos em uma mesa. A imagem em preto e branco foi colocada na galeria de presidentes da República, na entrada do Palácio do Planalto.

Slogan
Na semana passada, Bolsonaro também escolheu o slogan de seu governo. Eleito com uma campanha em que explorou um discurso nacionalista, ele optou por usar o último verso do Hino Nacional Brasileiro como a marca de sua administração: “Pátria Amada Brasil”.
O slogan omite, no entanto, a vírgula antes da palavra “Brasil”, como manda a gramática e consta da transcrição oficial do hino.

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