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Minha candidatura só depende do PDT, diz Ciro

segunda-feira, 17 de julho 2017

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O ex-ministro Ciro Gomes já viaja o Brasil carregando a imagem de pré-candidato à Presidência da República e transmitindo as propostas que defende para a administração do País, mas, quando questionado sobre a disputa, ressalta que sua eventual candidatura depende do PDT (Partido Democrático Trabalhista). “Estou dependendo apenas do meu partido”, frisou Ciro ao jornal O Estado, quando perguntado sobre a certeza de que seria o candidato da legenda ao Planalto nas eleições de 2018.

Ele admite que a disputa pela chefia do Palácio do Planalto será uma “luta tremenda, selvagem”, entretanto, observou que nenhum dos brasileiros pode se negar a convocação das urnas.

“Nós queremos ser um País avançado, produzindo e vendendo o que faz para entrar definitivamente na rota do crescimento e, se eu for escolhido pela população, no caso da minha postulação seguir em frente, vamos lutar intensamente para isso acontecer”, disse ele.

Ciro explicou que, para não contrariar a legislação eleitoral, a sua postulação à Presidência só pode ser formalizada em junho do ano que vem. Até lá, conforme ex-parlamentar, a estratégia é trabalhar para preparar o ambiente e construir respostas para os desafios para sociedade brasileira, além de conversar com lideranças políticas.

Ciro não participou do encontro regional do partido ocorrido no final de semana em Iguatu – quinto encontro regional da legenda para debater o cenário político e projetos para transformar o Brasil, mas sua candidatura ao Planalto já faz parte do discurso pedetista.

“Natural”
Ciro afirmou ainda que a reeleição do governador Camilo Santana é “natural”, porque, segundo ele, além de amparado legalmente, ele considera que o aliado vem driblando “bem” a crise em prol da população. Com relação ao PT, Ciro pontuou que, pelo que se sabe, há uma divergência interna quanto ao assunto, contudo, Camilo poderá contar com o apoio integral do PDT e de outros aliados.

Temer
Ao falar do atual momento, Ciro disse que, por um lado, se sente constrangido pois o Brasil está sendo presidido por um denunciado por corrupção passiva. Do outro, afirmou não estar surpreso, porque, segundo ele, já era esperado num governo de plena corrupção. Conforme Ciro, o País está paralisado e prejudicando a população de um modo geral.

Sem citar nomes, o ex-ministro disse que as tragédias foram produzidas por um “pardieiro de pilantras”, que se digladiando numa luta mesquinha pelo poder. Para ele, o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, deputado Sérgio Zveiter, agiu corretamente ao votar pela admissibilidade da denúncia contra Michel Temer.

“Acho que Michel Temer está completamente sem escrúpulo, porque manipulou parlamentares para escapar da CCJ, que teve um terço dos seus membros trocados”, condenou. E complementa: “se isso é feito à luz do dia, com cargos e aliciamentos e mais dinheiro e outras vantagens, imagine o que Temer está fazendo por trás dos panos para produzir a sua impunidade e transformar o Palácio do Planalto numa trincheira da luta do banditismo organizado do País”.

Reformas
Com relação a reforma previdenciária, o ex-ministro garante que ela não vai ser aprovada pelo Congresso Nacional graças a uma reação do povo brasileiro. Ele lembra que a greve do último dia vinte e cinco, e a última que foi mais fraca, dia 28, foi um movimento de maior importância dando para se acreditar que essa impiedosa reforma não vai passar.

Além disso, de acordo com ele, falta representatividade para classe trabalhadora, pois, com a reforma aprovada, os sindicatos terão que negociar com profissionais que já estão ameaçados com a crise política e econômica.
“A reforma trabalhista é uma grande molecagem contra o povo trabalhador porque cria uma categoria inexistente no mundo, que é prevalecer o negociado sobre o legislado, ou seja, o cidadão desempregado ou ameaçado pelo desemprego vai ser chamado para negociar através de sindicatos que são poucos representativos por regra, porque parte deles estão também corrompidos, como a gente sabe, e serão obrigados a negociar numa situação de fragilidade extrema”. (com informações de Tarcísio Colares)

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