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Fortaleza usará drones contra violência

segunda-feira, 17 de julho 2017

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O vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) aposta na tecnologia para combater a violência na capital cearense. Para isso, irá utilizará aeronaves não tripuladas, também conhecidas como drones. A ideia é detalhar a área evitando riscos ao contingente envolvido, direcionando equipes para o ponto desejado tendo, em mãos, a informação do que encontrará pela frente. Segundo o planejado, essa estratégia evitará a violência “desnecessária” e a operação terá maior índice de sucesso.

A medida faz parte do Plano de Segurança que trabalhará com a perspectiva de ações preventivas integradas, envolvendo as diversas áreas das políticas públicas municipais, como educação, assistência social, trabalho, cultura e esporte, além do reforço à política de vigilância, com o patrulhamento de ruas e espaços públicos. Segundo o democrata, a utilização de veículos aéreos não-tripulados no combate a violência já estão sendo testados nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado, Moroni informou que, neste mês de julho, espera concluir os trâmites burocráticos e dar início a construção das primeiras cabines – no Jangurussu e na Barra do Ceará. Os locais, segundo eles, foram escolhidos em virtude do alto índice de homicídio registrado no ano passado. Ainda segundo Moroni, a expectativa é instalar 15 este ano, chegando a 30 até o fim de 2018.
“Estávamos aguardando a aprovação pela Câmara, que aconteceu no final de mês de junho. Agora, estamos na parte de regulamentação. Acredito que, até o fim de julho, estará regulamentado e começaremos a construção das primeiras cabines, que deve levar uns três meses para tudo ficar pronto. Então, até meados de outubro estará em funcionamento a primeira célula”, adiantou Moroni.

O vice-prefeito explicou ainda que tanto as notas técnicas quanto os processos licitatórios estão em andamento. Moroni adiantou ainda que tem se reunido com o governador Camilo Santana para tratar dos últimos detalhes em relação a parceria com o governo estadual. O último encontro aconteceu na quinta-feira (13), no Palácio Abolição.

Projeto
Pela proposta, serão criadas “células de proteção comunitária”, ferramenta com a qual a Prefeitura espera intervir nas regiões mais críticas. Torres de vigilância serão construídas e terão dois guardas municipais, que contarão com imagens de uma série de câmeras. Essas torres servirão como uma base de apoio para equipes compostas por 30 guardas municipais e dez policiais militares, que atuarão durante 24 horas diárias. Além disso, segundo Moroni, uma tecnologia está sendo desenvolvida para utilizar também as imagens de câmeras de populares do entorno da célula de vigilância.

Promessa
O assunto segurança pública dominou a campanha pela prefeitura nas últimas eleições. Antes mesmo do início oficial da campanha, a temática deu mostras de que seria relevante nas estratégias dos candidatos. No programa de governo entregue à Justiça Eleitoral por RC e Moroni, o item “segurança cidadã” trouxe cinco itens, como “fomento à educação em direitos humanos”. Na campanha, RC repetiu como principal medida a troca da iluminação pública e ações sociais como forma de prevenção à criminalidade.

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