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Mourão diz que devem ser desbloqueados “uns R$ 20 bilhões” até o fim do ano

quinta-feira, 12 de setembro 2019

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O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou ontem (11) que a previsão é de que, até o final do ano, sejam desbloqueados cerca de R$ 20 bilhões dos recursos orçamentários. O montante ainda não foi fechado pela equipe econômica, que avalia também a liberação de um valor menor, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.
“O Ministério da Economia é o dono do dinheiro, né. Então, eu acho que, até o final do ano, uns R$ 20 bilhões devem ser liberados”, disse Mourão.

Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro vinha recebendo reclamações da equipe ministerial, que se queixava da falta de verba para anúncios e programas. No mês passado, Bolsonaro admitiu que sua administração enfrenta uma crise financeira, disse que está fazendo milagre para manter as contas em dia e ressaltou que a equipe ministerial está apavorada.

O presidente afirmou ainda que não considera anunciar um pacote de proteção ambiental, em meio à série de queimadas na floresta amazônica, diante de um quadro de falta de recursos. Ele justificou que os bloqueios fazem parte de um esforço para que o desempenho econômico do país apresente uma melhora consistente antes de 2022.

“Nós sabíamos o que teríamos pela frente. Um orçamento completamente desorganizado, para sermos civilizados. Se Deus quiser, antes de 2022, nós começaremos também a decolar, com o reajuste de nosso orçamento”, disse Bolsonaro.

Imposto
No mesmo dia, Mourão afirmou ainda que não preocupam as manifestações dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), contrários à recriação de um imposto nos moldes da antiga CPMF.
“Não, não acho [preocupante], pô. Vamos olhar a coisa da seguinte forma. o governo tem uma proposta, o Senado e a Câmara têm outras. Isso tem de ser discutido, há estados e municípios. Nós vivemos no período da democracia. Então, tudo tem de ser discutido. Isso é igual à casa da gente. Você dá ordens na sua mulher? Nem pensar”, disse.

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