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Oposição se organiza em torno de Wagner para 2020

terça-feira, 12 de fevereiro 2019

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Encerradas as eleições gerais e iniciados os trabalhos legislativos, após as posses dos poderes Executivo e Legislativo para 2019, os agentes políticos já articulam possíveis alianças e estratégias para o pleito de 2020, de olho nas prefeituras. No Ceará, tem destaque a parceria já anunciada entre Pros e PSL para disputar o Executivo municipal de Fortaleza.

Heitor Freire, deputado federal que preside o partido do presidente Jair Bolsonaro no Ceará, deixa claro que a intenção do partido, na capital cearense, é apoiar o nome de Capitão Wagner (Pros) nas eleições de 2020. “Capitão Wagner é um amigo, pessoa com quem tenho um excelente relacionamento, seremos colegas no Congresso, temos alinhamento muito bom no Ceará”, diz ele, em referência aos cargos de deputado federal que ambos ocupam na bancada cearense da Câmara dos Deputados, desde o último dia 1º. Com esse acordo, o PSL se prontificaria para indicar o candidato a vice a disputar ao lado do Capitão.

Wagner já havia disputado a Prefeitura de Fortaleza em 2016, quando chegou ao segundo turno da disputa. Conforme informações que circulam nos bastidores, ele já articula, para além da parceria com o PSL, a composição com outras forças partidárias que viabilize a candidatura para as próximas eleições municipais.
Heitor Freire, que já declarou ter intenção de lançar candidatos a prefeito e vereador em todos os 184 municípios do Estado, destaca, no entanto, que a decisão final depende de Bolsonaro. “Um pedido do presidente para mim é uma ordem, é lei. Então, se ele disser ‘quero candidato [do PSL] à Prefeitura de Fortaleza’, vai ter. Se disser ‘É você’, eu serei. Sou soldado de Jair Bolsonaro e sigo a linha de Bolsonaro”, pontua.

“Para não dividirmos e enfraquecermos nosso lado, eu recuei para indicar a vice-prefeitura ao Wagner. Agora, se ele não cumprir o acordo, eu sou candidato, com a bênção do Bolsonaro”, arrematou Freire em entrevista ao jornal O Estado.

Caso essa possibilidade se concretize, diz ele, será feito um “esforço” por parte do PSL para conseguir o apoio de Wagner a essa candidatura, convidando-o para compor a chapa como vice. A reportagem procurou o deputado do Pros, para comentar o assunto, mas não foi atendida até o fechamento desta edição.
O presidente do PSL no Ceará já havia sublinhado que Jair Bolsonaro tende a só apoiar candidatos com quem ele já tem “alguma relação de confiança” e que, para efetivar o apoio ao Capitão, seria necessário promover essa “aproximação”. Desde a eleição de 2018, Wagner já esteve em diferentes ocasiões com Bolsonaro e chegou, inclusive, a gravar vídeos com o presidente para divulgação nas redes sociais. Na ocasião da posse do Bolsonaro, no início deste ano, Wagner presenteou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, com o livro “Diário de um pré-adolescente autista”, de autoria do cearense Guilherme Vinícius.

PSDB
Wagner trabalha, ainda, um possível acordo com o PSDB para sua candidatura. A legenda não conta com um nome “natural” para lançar na disputa de 2020. Nos bastidores, um dos que tem despontado nas articulações, até o momento, é o do ex-deputado estadual Carlos Matos, que tentou e não conseguiu se reeleger para a Assembleia Legislativa em 2018. Sua candidatura seria chancelada pelo senador Tasso Jereissati, que teria encorajado o correligionário a iniciar as articulações.
A oposição ao governo de Camilo Santana (PT) e ao grupo político dos Ferreira Gomes, no Ceará, é composta basicamente pelo PSDB, o Pros de Capitão Wagner e, após as últimas eleições, o PSL de Heitor Freire.

Podemos
O senador Eduardo Girão, aliado de Capitão Wagner no Estado, foi eleito para o Congresso Nacional pelo mesmo partido do colega, o Pros. No entanto, logo após sua posse no Senado, Girão migrou para o Podemos.
Para Wagner, a mudança é positiva, porque amplia o número de partidos que o estarão o apoiando na eleição de 2020. Segundo ele, há impacto positivo levando em conta o tempo de TV, que aumenta com a inclusão da legenda, ressaltando que o Podemos tem direito ao dobro do tempo de que o Pros dispõe.
Com isso, ele tem intenção de montar uma chapa incluindo Pros, PSDB, PSL e Podemos para participar, mais uma vez, da disputa pelo Executivo municipal.

Base
Do lado da base do governo, a sucessão na Prefeitura não conta com uma escolha óbvia de candidato como há na oposição, na figura de Wagner. Nomes que poderão ser lançados até a data incluem o deputado estadual Salmito Filho (PDT), o vice-prefeito de Fortaleza Moroni Torgan (DEM) ou até mesmo o senador Cid Gomes (PDT).

Cargos
Em meio a essas articulações, cearenses escolhidos para ocupar cargos no Governo Federal tiveram o aval de Freire que ganha força como articulador político no atual governo. “Não me sinto confortável em indicar gente, mas fui consultado. Tem que acabar com esse balcão de negócios”, diz.
Os nomeados, no entanto, não são do PSL. Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, foi candidato do PSDB ao Governo do Estado em 2018. Sua colega de chapa, a médica Mayra Pinheiro, candidata derrotada ao Senado pelo mesmo partido, é secretária no Ministério da Saúde. Também é cearense o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

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