terça-feira, 17 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Patrícia muda tática e chora no seu programa eleitoral

terça-feira, 02 de setembro 2008

Imprimir texto A- A+

Quem esperava ver um festival de críticas à Luizianne Lins (PT) no programa eleitoral de televisão de Patrícia Saboya (PDT) ontem à tarde ficou, no mínimo, impressionado. No lugar de um discurso duro, de ataque frontal com citações diretas em reclame ao modo de administrar da petista, ela adotou uma nova estratégia na caça ao voto: o choro.

Em seus palanques eletrônicos anteriores, Patrícia já ficava com os olhos marejados ao falar sobre a polêmica decisão da Justiça em vetar a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) em seus vídeos depois de uma solicitação feita pela coligação de Luizianne.

Mas as lágrimas de ontem foram inéditas no pleito deste ano.

Patrícia focou seu programa todo no trabalho que realizou enquanto senadora da República, em Brasília. E foi aí onde se emocionou. Comentando sua atuação como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (PCI) de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a prefeiturável elencou uma série de cenas que presenciou e tomou conhecimento nas viagens que fez a 23 estados. “Fiquei chocada quando vi uma menina de cinco anos com o bico na boca e fazendo sexo oral. Fiquei em pânico”, disse, enxugando o rosto e afirmando que esse tipo de situação é inaceitável. A noite abordou a licença-maternidade de seis meses.

A única referência à Luizianne foi feita de forma tímida, por populares e sem citar o nome da petista nem o codinome “a candidata das promessas”. Em pauta: a polêmica possível retirada das barracas da Praia do Futuro, o chamado Projeto Orla, que consta no Plano Diretor de Fortaleza e está em análise na Câmara Municipal. Nos depoimentos, os entrevistados disseram que, se as barracas de fato forem retiradas, milhares de pessoas vão ficar desempregadas. Num determinado momento, uma popular indagou: “se tirarem, o que é que eu vou fazer?”.

Colado com a propaganda de Patrícia, foi ao ar o programa de Luizianne, que, como de costume, iniciou com uma música rebatendo os reiterados ataques feitos por quase todos os adversários. Na letra, um recado direto: “que coisa feia a baixaria começar”. O revide no palanque petista, porém, se resumiu a isso, porque nenhuma declaração em resposta às constantes ofensivas foi feita. Apenas as principais ações realizadas no setor de transportes nesses três anos e meio de gestão foram apresentadas.

Os demais candidatos mantiveram a linha dos programas anteriores e expuseram suas propostas em áreas como a saúde, educação, moradia, alimentação e educação.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter