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Sérgio Cabral admite que pagou por joias ‘desaparecidas’

segunda-feira, 17 de julho 2017

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O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) reconheceu na última quarta-feira (12) em depoimento à Justiça Federal ter autorizado o pagamento de 229 mil euros à H. Stern pelo pagamento de joias à ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.

Reprodução

De acordo com a joalheria, cujos executivos fizeram delação premiada, a operação quitou duas peças que não estão entre as 143 apreendidas pela Polícia Federal no cumprimento de três mandados de busca e apreensão para tentar localizá-las.

Safiras
A diretora comercial da H. Stern, Maria Luiza Trotta, afirmou que o ex-governador comprou em maio e junho de 2015 um anel e um par de brincos, ambos de ouro branco com safira. O valor das duas peças, somadas, era de R$ 773 mil. Essas peças não estão entre as apresentadas pela PF como resultado de três operações.

Ocultação
O Ministério Público Federal afirma que o “sumiço” das joias atribuídas a Cabral e Ancelmo é prova de que eles permanecem ocultando patrimônio. Conforme a Folha de S.Paulo revelou, as peças mais valiosas atribuídas ao casal ainda não foram encontradas. A PF realizou buscas no apartamento de Cabral e Adriana em novembro, na prisão do ex-governador, e em dezembro, quando a ex-primeira-dama foi detida. No mês passado, agentes foram à casa da irmã de Ancelmo e da governanta do casal em busca de mais joias.

Defesa
A defesa da ex-primeira-dama vem afirmando que a H. Stern “mente ao atribuir a Adriana Ancelmo todas as vendas que fez sem nota fiscal”. Sobre o depoimento do ex-governador, o advogado Alexandre Lopes afirma que ele não especificou qual joia foi comprada em sua fala. De fato, o peemedebista não foi instado a confirmar se as peças adquiridas são as descritas na denúncia. Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, Cabral confirmou apenas que pediu aos irmãos Renato e Marcelo Chebar realizarem o pagamento no exterior.

Crime
O magistrado tem demonstrado dúvidas em relação ao crime de lavagem de dinheiro atribuído ao casal por meio de compra de joias. Para o Ministério Público Federal, a aquisição sem nota fiscal, como relatado pela H. Stern, evidencia a intenção de ocultar o patrimônio -uma forma de lavagem.

Luxo
Em depoimento, Cabral refutou a tese, embora tenha concordado se tratar de um luxo com dinheiro ilegal. Ele admite ter usado sobras de caixa dois de campanha eleitoral para comprar as peças.“Ninguém lava dinheiro comprando carro e joias. Quando se compra joias, ela perde valor ao sair da loja. Achar que isso era esconder recursos…”, disse Cabral em depoimento. “Tem muita lógica o que o sr. fala. Não vou dizer que concordo ou não porque estaria antecipando minha análise”, respondeu Bretas.

E ainda
Em Curitiba, Ancelmo foi absolvida por falta de provas na aquisição de vestidos e móveis. Procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio dizem que uma absolvição pela aquisição de joias prejudicaria a regularização do setor. As joalherias H. Stern e Antônio Bernardo, cujos executivos negociam delação, atribuem o casal compras de R$ 11 milhões entre 2007 e 2016. Na maior parte dos casos, sem nota fiscal, com o objetivo de ocultar o real comprador.

Fonte: Política com K

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