28 C°

quarta-feira, 28 de junho de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Trechos inaudíveis tornam declaração inconclusiva

sexta-feira, 19 de maio 2017

Imprimir texto A- A+

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou no final da tarde de ontem (18) o áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.

O diálogo tem cerca de 38 minutos e sua gravação compõe o conjunto de provas que o empresário ofereceu no seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Entre os assuntos tratados entre os dois estão medidas para conter a Lava Jato e a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba na Operação Lava Jato.

Michel Temer fez um pronunciamento na tarde desta quinta e disse que não iria renunciar ao cargo e que não agiu para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conforme relatou Joesley em declaração ao MP. Temer chamou as gravações de “clandestinas”, e afirmou que não tem “nada a esconder” e que, por isso, não precisa de foro privilegiado.

Na gravação divulgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o momento em que o presidente Michel Temer (PMDB) diz “Temos que manter isso, viu?” conta com vários trechos inaudíveis. Sem a transcrição oficial do diálogo, não é possível afirmar que o presidente tenha dado o aval para liberar os pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba desde setembro de 2016.

Outro assunto abordado durante encontro entre o presidente Michel Temer e o empresário foi acerca de supostos vazamentos de conversas entre Cunha e Geddel Vieira Lima, que segundo Joesley poderia comprometer o grupo. Os comentários de Temer sobre Geddel também são incompreensíveis.

De acordo com um blog da Folha de São Paulo, Temer teria ouvido com diversos ministros a gravação ilegal feita pelo empresário dono do grupo JBS. A reação do presidente segundo um dos presentes à reunião teria sido de alívio. “A montanha pariu um rato”. Para ele não há nada na fita que possa incriminá-lo.

Para o advogado Thiago Pinho a declaração do empresário Joesley Batista deve enfraquecer o poder de influência do Presidente Temer no Congresso Nacional, o que poderá prejudicar a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, essenciais para o reajuste fiscal do país. Outro fator que pode agravar a situação de Temer é a pressão popular que ameaça movimentar novas greves e promete paralisar o Brasil nos próximos dias, caso o presidente não renuncie.

No entanto, Thiago adverte que a denuncia veio em um péssimo momento. “O País se preparava para sair da recessão e a declaração pode agravar ainda mais a economia do Brasil. Como o supremo não liberou a transcrição oficial da gravação e no áudio não é possível concluir se houve ou não aval do presidente para “calar” o ex-deputado Eduardo Cunha, eu acredito que o presidente ainda terá folego para prosseguir a frente do comando do país, só não se sabe até quando”, relata.

Fonte: UOL

 

Mais conteúdo sobre:

Lava Jato Temer Denúncia Joesley Batista

outros destaques >>

Facebook

Twitter