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Vereadora rejeita livro com “ideologias degenerativas”

terça-feira, 13 de março 2018

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A vereadora Priscila Costa (PRTB) repudia a inserção do livro de filosofia Experiência do Pensamento, de Silvio Gallo, na Escola Estadual Maria Gonçalves, no bairro Boa Vista, em Fortaleza. Segundo a parlamentar, “os impostos pagos pelos cidadãos estão patrocinando ideologias degenerativas”.

“Para minha surpresa, o conteúdo do livro trata de um objeto já rejeitado amplamente por quase 100% dos parlamentos do Brasil. Além disso, esse livro propõe filosofar com os adolescentes, que são pessoas em desenvolvimento, em condição especial de fragilidade psicológica”, disse a parlamentar, semana passada, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza.

Segundo Priscila, o livro convida o adolescente a fazer uma leitura da identidade sexual humana à luz da questão de gênero. “O livro atribui a classificação da identidade humana entre feminino e masculino à ação de um aparelho social repressor. Então veja só, se a sua filha adolescente está em uma dessas salas de aula ela está sendo convidada a questionar se ela é mulher. A sua filha, que até então se vê como mulher, está sendo levada a acreditar que não é uma mulher, mas vítima de uma repressão social. Segundo essa ideologia, se você está tratando sua filha mulher de uma maneira feminina, ou se quando ela nasceu você colocou um nome feminino, você é um pai repressor”, opinou.

A vereadora disse ainda que o conteúdo do livro afirma que a orientação sexual é sempre transitória. “Querem ensinar aos adolescentes que hoje eles podem serheterossexuais, amanhã, de repente, eles assumem uma nova identidade, homossexuais, e logo mais uma nova identidade, transexuais. Porque a sexualidade é como uma onda fluida, hoje você é uma coisa e amanhã é outra”.

De acordo com a parlamentar, “a ideologia trai a população gay, porque segundo a sua lógica de credo, homem não nasce homem, mulher não nasce mulher e, portanto, gay não nasce gay. Eu defendo o direito do indivíduo ter a liberdade de se compreender da maneira como ele pensa. O homossexual, por exemplo, segundo a ideologia de gênero, não é mais livre para acreditar que nasceu gay”.

“Me rotular de homofóbica vai ser uma das estratégias desse povo que não aceita o contraditório, mas também confesso que me rotular de homofóbica vai ser difícil porque só em 2017, para dar um exemplo, eu defendi com ênfase e convicção nessa tribuna o então deputado Clodovil e o vereador Fernando Holiday. O movimento LGBT me acusa porque eu estou do lado dos gays que eles odeiam”, concluiu Priscila.

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