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• A Polícia Federal está à procura de uma nova denominação para seu sistema Guardião de grampear telefônicos, uma geringonça capaz de gravar todas as ligações do alvo, sob autorização da Justiça, e também daqueles que no período de monitoramento conversar

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 08 de abril 2013

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• A Polícia Federal está à procura de uma nova denominação para seu sistema Guardião de grampear telefônicos, uma geringonça capaz de gravar todas as ligações do alvo, sob autorização da Justiça, e também daqueles que no período de monitoramento conversarem com quem é investigado. O problema é que hoje quase todos os estados já têm o tal Guardião e a PF não quer confusão. Aceitam-se sugestões.

• Especialistas – A PF não quer dar nome técnico ao Guardião. Mas não terá dificuldade, após batizar de forma tão criativa dezenas de operações policiais.

• Polícia é polícia – O Ministério Público adquiriu o Guardião em alguns estados, que estão sendo doados às polícias, que têm o papel constitucional de investigar.
• Top secret – No DF, o MP se negou a informar quanto o seu Guardião custou ao contribuinte. Porém, cedo ou tarde, terá de entregá-lo à policia.

• Exemplo – O Guardião adquirido pelo Ministério Público Federal, em Brasília, foi doado à Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso.

Chávez armou milícias para conter a oposição

• O semiditador Hugo Chávez, recém-falecido, fez da Venezuela um autêntico barril de pólvora, após distribuir armas à população e organizar milícias. A intenção é tornar inócua, na marra, eventual vitória do candidato de oposição a presidente, Henrique Caprilles. Há risco até de guerra civil, segundo advertiram, em informes reservados ao Palácio do Planalto, os agentes brasileiros de inteligência em Caracas.

• Até os dentes – Também agentes da Polícia Federal informaram ao Palácio do Planalto que as milícias chavistas estão armadas até mesmo com fuzis HK.

• Mais fuzis – Além de comprar e distribuir fuzis HK de fabricação alemã, Chávez implantou a produção licenciada de 100 mil fuzis russo Kaláshnikov.

• Tiraram o sofá – A Prefeitura do Rio achou a solução antiestupro: proibiu película escura nas vans. Mas armas nas costas e locais remotos continuam liberados.

• Sufocados – Vice-presidente nacional do PSDB e aliado do ex-governador José Serra (SP), Alberto Goldman disse a membros do conselho político do partido que os serristas já “não têm mais ar para respirar no PSDB”. 

• Se é por falta de adeus… – Se depender do governador Geraldo Alckmin, o PSDB não levantará um dedo para impedir José Serra de trocar o partido pelo PPS. Alckmin quer ficar à vontade para oferecer o palanque a Aécio Neves, em 2014.

• Campanha – A pedido do senador Armando Monteiro (PTB-PE), o governador Eduardo Campos (PSB) vai almoçar, terça (16), com os senadores do bloco liderado pelo senador Gim Argello (PTB-DF).

• Reta final – Réu no processo do mensalão, o ex-deputado e presidente licenciado do PTB Roberto Jefferson espera terminar este mês a sequência de quimioterapia no tratamento de câncer no pâncreas. 

• Calote do Itamaraty – Desde janeiro, Itamaraty não paga diárias de servidores destacados para viagens da presidenta Dilma e do vice Michel Temer ao exterior. Eles recorreram até a empréstimos pessoais. O governo culpa a falta de Lei Orçamentária, finalmente publicada na sexta. Até agora, nada.

• Agente paraguaio – Egressos do antigo Serviço Nacional de Inteligência, arapongas miúdos se arriscam complementando a renda vendendo na Agência Brasileira de Inteligência cosméticos, comida e bugigangas paraguaias.

• Tamos aí – Derrotado a prefeito de Natal, Hermano Morais (PMDB) corre por fora em busca de apoio para disputar o governo potiguar em 2014. Mas só se o ministro Garibaldi Alves (Previdência) não for candidato.

• Sucateada – Setenta estudantes foram ao Mec reclamar que a Universidade Gama Filho, no Rio, após ser comprada pelo Grupo Galileo, aumentou em até 40% as mensalidades e demitiu 600 professores e funcionários.

• Pensando bem… – …ganha uma bala de “cannabis” quem descobrir o que José Mujica já falou em off de Dilma, Chávez, Maduro e Lula.

O PODER SEM PUDOR
Bonito só nos outros    

Quando militava no movimento estudantil, em Alagoas, o atual senador Renan Calheiros (PMDB) preocupava o pai, Olavo. Em campanha para deputado estadual, ainda muito jovem, quando conquistaria votação recorde, Renan se aliou às esquerdas para enfrentar o regime militar, e incorporou um discurso muito agressivo. Certo dia, após ouvir declarações inflamadas de Renan, o velho Olavo o chamou num canto:
– Meu filho, dente de ouro, roupa branca e oposição só é bonito nos outros…

• COM TERESA BARROS E TIAGO DE VASCONCELOS

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