terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
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A árvore e os jardineiros do bem

João Soares Neto

Colunista - + SUPLEMENTOS

sexta-feira, 04 de maio 2018

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“Quanto mais o indivíduo aprende, tanto mais útil se torna para si e a sociedade”. José Ingenieros(médico e filósofo argentino, séc. XX)

As árvores são símbolos de produtividade, de beleza e refrigério. Resolvemos, em 2002, criar um projeto social: Árvore do Bem. Ele surgiu sem alarde, sem mídia, mas com a tenacidade dos que acreditam poder fazer algo de forma coletiva, simples, clara e com a participação espontânea de pessoas/famílias que sabiam da credibilidade e dos objetivos a serem alcançados. Este registro que hoje faço é apenas uma homenagem aos jardineiros/doadores, gente de coração e atitude. Louvo os nossos colaboradores que se envolvem e dão tempo, energia e carinho em trabalho que leva meses em planejamento, escolha de instituições, implantação e o coroamento da festa que se fazia em um só dia. Hoje, são três.

Nesta semana, desde quarta e até hoje, sexta, estamos alegrando 1762 crianças desassistidas. Algumas têm câncer, outras são portadoras de alguma deficiência física ou síndromes que as tornam especiais, mas há centenas que são vivazes e estão por lá pela ausência de pais e familiares que se perderam nas drogas, o “crack”, em destaque.

Os jardineiros/doadores são pessoas que não querem aparecer, que não homenageiam autoridades e nem circulam em salões cheios do vazio de muitos. Não há bebidas. No ano de 2013, o trabalho foi intenso. A ideia já foi copiada e se vê festa em que o (a) organizador (a) gasta muito, divulga nas mídias, entre fotos, drinques e acepipes, pede lençóis, brinquedos ou força compras outras.

Nós não pedimos nada. Quem pede são as próprias crianças, com suas letrinhas infantis ou ajudadas pelas “tias”. Cada uma das 1762 crianças é identificada em cartão com sua foto, seu nome, sua idade, pretensão de presente e a chancela da instituição(são 20, ao todo) da qual faz parte. Cada pessoa faz a escolha livremente e, até o 15 de dezembro, retorna, alegre, com o presente solicitado.
A nossa equipe de trabalho fica feliz com o excesso de quefazeres; as salas e os corredores plenos de pacotes coloridos e a azáfama contínua. Em seguida, os brinquedos são separados, catalogados por instituições e rigorosamente entregues às crianças, em meio a folguedos, sob o olhar atento de alguns doadores,pois todos são convidados a participar da entrega pública que dura, neste ano, três manhãs, tão grande é a tarefa. Se você, leitor(a), quiser vir e ver, hoje, pela manhã,é o último dia de entrega, na Av. Carapinima, 2200, 1o Piso.

Quem desejar plantar outras árvores por aí afora pode seguir a nossa metodologia, acima exposta, e fazer o mesmo no próximo ano. Só não podemos ceder os nossos sentimentos e os dos nossos fiéis jardineiros doadores, a quem agradecemos, desde sempre.Estes são intransferíveis. Como dizia d. Paulo Evaristo Arns, o valor do homem como pessoa é maior que todo o dinheiro do mundo.

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