domingo, 23 de setembro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

A notícia

Rubens Frota

Colunista - Economia

segunda-feira, 16 de abril 2018

Imprimir texto A- A+

Uma carreta virou na última sexta-feira, dia 13, na BR 116 a 12 km de Fortaleza, e a pista ficou invadida de piche, sem condições para tráfego e como o DNIT não tem estrutura, nem esquema para resolver desastres no seu próprio território, foi uma empresa de serviço que tentou fazer limpeza da pista, de forma morosa e descomprometida. É importante frisar que em nenhum momento do acidente houve ação de apoio aos envolvidos, sem telefones, sem notícias e sem carro de socorro, até que as pessoas começaram a andar a pé, para não ficar a mercê da violência que só não aconteceu por causa de muita reza. Sexta-feira, 13, foi também o dia da grande fuga da cadeia nova.

Clamor e perigo
Lembrando as pesquisas do Instituto Volvo segunda as quais os motoristas correm mais perigo nas áreas de entrada de grandes centros urbanos (como o Camará e Jaboti, na BR 116, e a Primavera na BR 222). Pois o acontecimento da última sexta-feira, elevou esses perigos a uma categoria ainda maior. Durante pelo menos, 8 horas, famílias em carros de passeios e outros veículos transportadores ficaram imobilizados na BR 116 em todas as faixas de acesso à cidade de Fortaleza, expostos a assaltos, sem qualquer assistência do DNIT, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil. Durante mais de 8 horas, cada condutor do seu próprio carro ali parado sem saber o que poderia acontecer. Sem água, sem proteção, sem nada. O único apoio dado pelas autoridades era de informar que aquela obstrução poderia se prolongar até a manhã de sábado. Aos poucos, depois das 19 horas, foram abertos desvios e possibilidades de retorno na contra mão da própria BR, com entradas através de estradas desconhecidas, talves territórios de algumas facções.

Flores
A administração pública federal gastou, ao menos, R$ 82 milhões em 2017 para comprar flores e cuidar dos jardins dos órgãos públicos. De acordo com dados obtidos da ONG Contas Abertas, cerca de 98% disso é por conta do serviço de jardinagem contratado pelos três poderes. Do total, R$ 1,625 milhão são despesas para a compra de arranjos florais, sementes e insumos, sendo quase R$ 300 mil destinados apenas aos enfeites de cerimônias e eventos.

E jardins
Mesmo que indispensável, o gasto com jardinagem é expressivo no País e pode ser ainda maior, porque muito do que é executado e pago pelas instituições públicas com o serviço está misturado com outros tipos de trabalho, como recepcionista, copeiragem, eletricista e outros. O economista Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas, explica que “ninguém é contra a manutenção do gramado, plantas ou flores”, mas é uma questão de se ter compatibilidade com a austeridade que o País enfrenta.

Regularizados
O Banco do Nordeste já regularizou, em 2018, mais de 18,4 mil operações de dívidas rurais com base na Lei 13.340/2016, em sua área de atuação (Região Nordeste e Norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo). Entre liquidações e repactuações, o montante supera R$ 1,7 bilhão. Os clientes beneficiados podem voltar a obter novos créditos e realizar investimentos em suas propriedades. O instrumento permite que agricultores recebam descontos de até 95% em dívidas contratadas até 2011, podendo renegociar suas operações para pagamento até o ano de 2030, com parcelas a partir de 2021. Os juros da renegociação variam de 0,5% ao ano, para agricultores familiares, a 3,5% ao ano, para grandes produtores.

Cheios
O Ceará já possui 14 açudes que estão com 100% do volume. O Açude Várzea da Volta, no município de Moraújo, sangrou na última sexta-feira, 13, segundo a Cogerh. Outros dois receberam aporte total na quinta-feira: o açude Itapajé, no município de mesmo nome, e o Açude Angicos, em Coreaú. Os açudes que estão com 100% de sua capacidade são: Açude Várzea da Volta, no município de Moraújo; Angicos, em Coreaú; Açude Itapajé, em Itapajé; Maranguapinho, em Maranguape; Acaraú Mirim, em Massapê; Caldeirões, em Saboeiro; Itaúna, na cidade de Granja; Tucunduba, em Senador Sá; Cocó, na Capital; Germinal, no município de Palmácia; Tijuquinha, em Baturité; Colina, na cidade de Quiterianópolis, e Barragem do Batalhão, em Crateús.

outros destaques >>

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter