sábado, 17 de agosto de 2019.
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Acidente que matou Boechat põe a xeque a Anac

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 12 de fevereiro 2019

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É isso que a gente
topa discutir
Líder do PSB (de ‘oposição’) na Câmara, Tadeu Alencar, e a reforma da previdência

Acada acidente aéreo no País, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apenas lava as mãos por meio de comunicados, sempre muito frios, que pouco esclarecem, mas servem para colocar em xeque sua existência. Após o acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, a Anac informou que o helicóptero estava “regular”, com papéis em dia, como se isso significasse alguma coisa. A Anac já não faz sentido, tanto quanto a extinção do velho Departamento de Aviação Civil (DAC).

Vítima da omissão
Quis o destino que Boechat, crítico desse tipo de omissão, fosse vítima do helicóptero que, fabricado em 1975, ainda voasse 44 anos depois.

Papelada inócua
A Anac informou que as licenças e habilitações de Quatrucci, de piloto comercial de helicóptero (PCH), estavam válidas. Só que não.

Nem mesmo fiscaliza
O helicóptero que matou Boechat não estava autorizado a transportar pessoas, mas o fazia mesmo assim. E a Anac, inútil, não o impedia.

Órgão associativo
Com diretores despreparados, indicados politicamente, a Anac atua para beneficiar empresas. Parece mais uma associação empresarial.
Relação desigual
O Brasil importa dos Estados Unidos 1,2 bilhão de litros de etanol, mas só pode exportar o máximo de 150 mil toneladas do açúcar, pagando impostos.

Em dólar
Segundo estima o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, a diferença de taxação dos EUA e do Brasil é de seis ou sete vezes.

Crime de lesa-Pátria
Os distribuidores/atravessadores importam etanol podre exatamente no período em que o etanol de cana é produzido no Nordeste.

Lacuna impreenchível
O radialista José Paulo de Andrade definiu bem: “a voz é a impressão digital da alma”. O ouvinte sente a sinceridade e a honestidade ao microfone. Ricardo Boechat passava essa verdade. Ele fará muita falta.

JB-dependência
O governo está otimista com a reforma da previdência, mas aguarda o retorno de Jair Bolsonaro ao batente. A avaliação do Ministério da Economia é que o presidente JB, do alto dos seus 57 milhões de votos, deve assumir o papel de comunicador-em-chefe da reforma.

Reforço no caixa
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) prevê votar alteração da Lei Kandir até março e dar início ao repasse a estados e municípios de R$ 39 bilhões para compensar a isenção de ICMS de exportações.

Esforço misto
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu uma CPI mista, com deputados, para investigar as causas da tragédia de Brumadinho. “Vamos somar esforços, em vez de dividi-los”, disse.

Defasagem
A demora em corrigir a tabela de isenção do Imposto de Renda foi alvo de críticas do senador Reguffe (DF). Segundo ele, sem correção, o trabalhador paga mais do que deveria e “isso precisa ser combatido”.

Gestão compartilhada
Começou bem o projeto de gestão compartilhada de quatro escolas públicas de Brasília, com policiais militares e bombeiros dando aulas e fazendo atividades complementares. Aumentou muito a procura por matrículas nessas escolas, em regiões marcadas pela violência e por traficantes.

De volta
O ex-senador Ney Suassuna está de volta. Filiado ao PRB, ele é o primeiro suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), irmão do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Golpe da Índia
O TCU condenou a empresa indiana Hetero International após receber US$ 1 milhão da Fundação Oswaldo Cruz para compra, em 2001, de remédios de controle da Aids. Representante da indiana, a Camber Farmacêutica terá de devolver o montante com correção monetária.

Pensando bem…
…que ano é este, pelamordeDeus?

O general Eurico Gaspar Dutra levou para a Presidência da República o hábito de madrugar, adquirido nos quartéis. Às vezes, chegava ao gabinete, no Palácio do Catete, antes mesmo do amanhecer. E logo descobriu que a primeira coisa que faziam os funcionários, no local de trabalho, era trancar-se no banheiro com o jornal do dia e só sair de lá depois de lida a última página. Incomodado com a demora, Dutra reuniu os assessores e deu a ordem:
– De hoje em diante, quem quiser continuar trabalhando comigo tem que vir lido, barbeado e lavado!

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