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Advogados tentam postergar acordo da poupança

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

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Prometi para a família de Teori [Zavascki] seguir com seu legado
Juiz federal Sérgio Moro, ganhador do prêmio “Brasileiro do Ano”, da revista IstoÉ

Advogados dos bancos na negociação para repor perdas da poupança, cujos honorários atingem R$ 500 milhões anuais, resistem à assinatura do acordo, supostamente, para não perderem essa receita milionária, que será suspensa com o pagamento dos R$ 12 bilhões acordados. Na Advocacia Geral da União (AGU), há indignação com o “protagonismo”, na manobra, de advogados contratados pelo Banco do Brasil (BB). Apesar da revolta, oficialmente a AGU não se manifesta sobre o caso.

BB no adiamento
Nelson Wilians e Advogados, do BB, estaria liderando a tentativa de adiar o acordo até março, supostamente para alongar contratos.

Indignação na AGU
Fontes da AGU dizem ser “incontida” a indignação da ministra Grace Mendonça, que se orgulha do acordo após 24 anos de “embromation”.

Que governo
Para fonte do Planalto, o escritório contratado pelo BB no governo Dilma não parece sintonizado com a injeção R$12 bi na economia.

Como avestruzes
Contratado no governo Dilma, em licitação que virou caso de polícia, o Nelson Wilians não se manifestou, assim como BB, AGU e Febraban.
É ficha-suja
A ex-presidente Dilma (PT), por exemplo, foi condenada no impeachment pelo Tribunal de Contas da União e pelo Senado Federal.

Colegiado na Justiça
O ex-presidente Lula pode ser encaixado na Lei da Ficha-Limpa e ser considerado inelegível caso seja condenado na segunda instância.

Consequências
Lula foi condenado a 9 anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Confirmada a condenação, será “ficha suja” por 8 anos.

Ministro Desastre
Perguntado, o líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL), não mede palavras: como articulador político do Governo, o ministro Antônio Imbassahy “é um desastre, não existe, não faz, nada produziu”.
Alívio nos municípios
Foi aprovada, por unanimidade, a emenda do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) que acrescenta 1% ao FPM para reforçar o caixa de prefeituras nos meses de setembro.

Acarajé com pimenta
Após afirmar que a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vai “desidratar”, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse ser engano pensar que Lula não será candidato. “É preciso enfrentá-lo na rua”, diz.

Terremoto de 15.7 graus
Sérgio Cabral pode virar caso menor: o bandidão 157, preso ontem no Rio, estaria disposto a acordo de delação para entregar sua clientela: empresários, políticos, artistas etc. Daí, a comoção que a prisão gerou.

Orgulhosos do feito
A bandidolatria em voga explica o incômodo com as selfies de policiais ao lado do Bandidão 157, no Rio. Não deveriam, mas eles se deixaram fotografar para exibir o traste como troféu. E não por “admiração”.
Investir ou não investir…
Depende de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região o investimento de mais de R$1 bilhão da mineradora canadense Belo Sun, no Pará. Apesar de liberado até pelos órgãos ambientais, o empreendimento “Volta Grande” foi embargado a pedido do MPF.

Cerimonial ligado
Se ano passado a IstoÉ colocou o juiz Sérgio Moro e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) lado a lado, este ano, o magistrado foi colocado perto do jogador Alan Ruschel e de Caco Azulgaray, diretor da revista.

Consenso em último
Enquete do portal Diário do Poder põe Jair Bolsonaro (PSC) com 22% das intenções de voto, contra 15% para Geraldo Alckmin (PSDB). Em terceiro, está “Nenhum”. Lula (PT) e Henrique Meirelles (PSD) tem 10% cada.

Pensando bem…
..fechar questão na reforma da previdência, em certos partidos, é como vascaínos combinarem torcer para o Flamengo. Funciona só na teoria.

Costa Rêgo governou Alagoas, nos anos 1950, e não dava confiança a ninguém, exceto ao garotinho Renato, filho do amigo e senador Fernandes Lima, que ganhou olho de vidro após um acidente doméstico. Um dia passou a morar em Maceió uma bela francesinha, por quem Costa Rêgo se apaixonou exercitando seu francês. As visitas a ela eram frequentes e o falatório ganhava as ruas. Fernandes Lima decidiu advertir o amigo: – O povo já está falando e isso não fica bem para o senhor. – Ora, senador, o Renatinho não tem um olho de vidro?…
– Tem…
– Ele tem um olho de vidro porque gosta ou por necessidade? – Por necessidade, é claro – respondeu Fernandes Lima. O governador olhou o amigo fixamente e sentenciou: – Deixe a francesa em paz. Ela é o meu olho de vidro.

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