domingo, 16 de dezembro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

África dela, África dele, África nossa

João Soares Neto

Colunista - + SUPLEMENTOS

sexta-feira, 27 de julho 2018

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Nelson Mandela
A partir de amanhã e até o dia 23 deste fevereiro, a Galeria BenficArte (Av. Carapinima, 2200- 2o. piso) apresenta a Exposição: “África Dela, África Dele, África Nossa”, homenagem a Nelson Mandela e a todos os africanos, especialmente aos que, hoje, trabalham e estudam em Fortaleza e em Redenção, cidade que abriga a Unilab – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira que tem por missão integrar os povos africanos com a cultura brasileira.
O continente africano, sabe-se, é hoje composto de 54 países, sendo 48 continentais e seis insulares. A colonização é uma longa história que não cabe aqui. Mas é preciso dizer que quase todos os países europeus usaram aquela parte do mundo como predadores. Somente no século passado, mormente após a 2a Grande Guerra começaram as lutas para a libertação do jugo a que estavam agrilhoados.

Hoje, há um novo avanço colonialista por parte da Índia e da China. George Soros, investidor internacional, comenta que “Índia e China estão em vias de repetir os erros que as potências coloniais cometeram. Há ironia no fato de os velhos colonizadores purgarem seus erros passados, tentando corrigi-los, e os novos colonizadores repetirem aqueles erros”.

Nessa exposição estarão revelados 15 desenhos em crayon feitos por Tily Murtala, de Guiné-Bissau, estudante de arquitetura, na Fanor, já com outras mostras realizadas. O foco de Murtala é a vida de Mandela, em todas as suas distintas fases e faces. O Mandela jovem, o revolucionário, o prisioneiro, o pacifista, o aglutinador, o presidente da África do Sul e o homem respeitado por todo o continente africano e o mundo.
Existirá interatividade com os visitantes. Cada um poderá manifestar-se em painel próprio sobre o preconceito racial e, assistir amanhã, sábado, às 9:00 horas, o filme “Quem Foi Mandela”, seguido de debate com o palestrante João Paulo Pinto Có. Após o filme haverá degustação de comidas típicas africanas. Durante todo o tempo da exposição haverá venda de artesanato e vestuário de diferentes países da África. Você é bem-vindo;a África está aqui. Aprovei.

Patrícia Pillar

Em virtude da profissão de seu pai, Nuno, oficial da Marinha, Patricia saiu de Brasília e morou em diversos lugares do Brasil, como Vitória e Santos, até se fixar no Rio de Janeiro, aos 14 anos. Patricia sempre quis ser atriz, então trabalhava enquanto fazia o ensino médio para pagar as aulas de teatro. Aos 16 anos fez sua primeira foto como modelo. Chegou a cursar a faculdade de jornalismo, mas desistiu para investir na carreira de atriz. Começou no teatro amador, fez Tablado, depois entrou para o grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone. Em 1983 fez seu primeiro filme, Para Viver um Grande Amor, onde atuou com Djavan. Foi sua atuação nesse filme que a fez ser escalada para o elenco de Roque Santeiro, em 1985.

Fez sua estreia em televisão em 1985, no programa de videoclipes musicais FM TV, em parceria com Tim Rescala, na Rede Manchete, e na telenovela Roque Santeiro, da TV Globo. Ao longo de sua carreira na televisão esteve em mais de 20 novelas e seriados. Apresentou também o programa Som Brasil. que lhe rendeu inúmeros elogios e prêmios. Em 1996 interpretou a sem-terra Luana, na novela O Rei do Gado. Sua personagem fazia par com Antonio Fagundes. Em 2008, obteve o papel de maior destaque de sua carreira, a psicopata Flora Pereira da Silva, em A Favorita, que lhe rendeu elogios do público e da crítica, e vários prêmios e também destaque na revista Veja[3]. Em 2012 interpretou a vilã Constância, na novela Lado a Lado.

Em 2014 participou da minissérie Amores Roubados. No mesmo ano pode ser vista novamente interpretando Angela, a assassina da novela O Rebu[6]. Em 2016, Patricia foi cotada para a novela Velho Chico, porém recusou o papel, alegando que desejaria férias após a minissérie Ligações Perigosas. No teatro, sua primeira casa, Patricia trabalhou com o diretor Hamilton Vaz Pereira em sua fase pós-Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ele a dirigiu em “Tem Pra Gente” (1983), “Amizade de Rua” (1985), “Estúdio Nagazaki” (1986) e “O Máximo” (1989). Nos palcos, também esteve ao lado de Raul Cortez em “Lobo De Rayban” (1998) e foi dirigida por Aderbal Freire Filho em “A Prova” (2004). Seus trabalhos mais importantes no cinema foram em O Quatrilho e em Zuzu Angel. O Quatrilho chegou a ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, e foi um dos precursores do processo de retomada do cinema nacional. Para compor essa personagem, ela teve que passar meses aprendendo o sotaque vêneto, conviveu com colonos e aprendeu a traçar palhas para fazer cestos. Zuzu Angel é a personagem mais complexa da carreira de Patrícia nos cinemas, como ela mesma definiu. Patrícia foi cogitada para viver a personagem título do filme Olga, mas abandonou o projeto com a saída do diretor Luiz Fernando de Carvalho. O papel acabou ficando para Camila Morgado. Fã do cantor e compositor Waldick Soriano, dirigiu o premiado documentário sobre a vida do ídolo da música romântica brasileira, chamado Waldick, Sempre no Meu Coração. Essa foi sua estreia como diretora no cinema. Em dezembro de 2001 Patrícia descobriu que tinha um nódulo no seio. Foi constatado que era um tumor maligno, porém como foi diagnosticado em estágio inicial ele pôde ser totalmente removido. A atriz tornou público seu drama e apareceu de cabeça raspada em vários eventos.

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