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Amianto? Não! Agora, muito menos.

Tarcília Rego

Colunista - O Estado Verde

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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A melhor notícia do ano, para uma grande parte de ambientalistas no Brasil e no mundo, é a decisão do STF de proibir o uso do amianto em todo o País. Com a decisão, não poderá ocorrer a extração, a industrialização e a comercialização do produto em nenhum Estado do território nacional.

O amianto ou “asbesto branco” é uma fibra extraída de rochas, muito resistente, usada na produção de telhas e caixas-d’água, uma substância reconhecida pela OMS – Organização Mundial de Saúde como cancerígena e impactante ao meio ambiente. Já foi banida de 75 países.

Estava em julgamento a constitucionalidade da Lei Federal 9055/95 que disciplina no Brasil, o amianto crisotila, um tipo de amianto, que seria (seria?) mais seguro do que outros, se usado em condições controladas e tem utilidade em quase três mil produtos, desde a construção civil até a indústria automobilística. No Brasil, é usado principalmente na indústria do fibrocimento, como em telhas, placas de revestimento e caixas d’água.

O material, apesar dos malefícios à saúde pública, é benéfico para a economia nacional, quanto a geração de empregos, exportação e barateamento de materiais de construção.
No Cadastro de Empresas Regulares de Amianto e Asbesto, as empresas públicas e privadas que produzem, utilizam ou comercializam fibras de amianto somam 7102 trabalhadores, dentre eles 1277 que possuem contato direto com o minério.

Segundo a Eternit, principal grupo empregador do ramo no Brasil, a cadeia do amianto gera cerca de 170 mil postos (trabalhadores da mineração, das indústrias do setor de fibrocimento e rede de distribuição).
Estimativas indicam que mais de 100 mil trabalhadores no mundo morrem por ano pela exposição ao minério e suas fibras. Para médicos pneumologistas, “não existe uso seguro do amianto”.
Se você tem em casa telhado de amianto, uma caixa d’água ou está pensando em comprar algo parecido, acho melhor você começar a pensar em outro material.

De Ladislau Dowbor para o jornalista Marco Weissheimer: “um bilionário que aplica seu dinheiro a 5% ao ano ganhará 137 mil dólares por dia. Ele não consegue gastar tudo e esse dinheiro é reaplicado, fazendo com que, a cada dia, o juro sobre o estoque de recursos aumente. Temos aí uma expansão que, em termos financeiros, se chama efeito bola de neve. Esse efeito faz com que grandes fortunas passem a ter muito mais dinheiro do que conseguem gastar sem precisar desenvolver nenhuma atividade de produção concreta de bens e serviços. Ou seja, ele não está sendo útil para a sociedade.”

A afirmação do conceituado economista também pode explicar por que apenas 10% da população concentram 43,4% de toda a renda recebida no Brasil.
Maior bateria do mundo já está funcionando. No último dia primeiro, no sul da Austrália, a empresa Tesla, mais conhecida por produzir carros e caminhões elétricos, ativou a bateria que será conectada a uma usina de energia eólica, para armazenar toda a eletricidade em excesso, produzida pela usina.

Caríssimo leitor, esta é a minha última participação na condição de editora de O Estado Verde. Estou me desligando do jornal O Estado para enfrentar novos desafios pessoais e profissionais. Muito obrigada!

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