sexta-feira, 23 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Assunto da Câmara Municipal

Fernando Maia

Colunista - Política

quinta-feira, 16 de maio 2019

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A Câmara Municipal precisa agir para impedir o que está ocorrendo no setor de transporte de Fortaleza. Num país de 13 milhões de desempregados, ricos empresários, proprietários de empresas de transporte coletivo, estão tramando extinguir o cobrador que acompanha o motorista em cada ônibus que serve de transporte a estudantes, trabalhadores e demais usuários desse serviço. Querem acabar com a categoria, automatizando a cobrança da passagem. O Sindionibus está operando uma linha experimental onde só pode viajar quem comprar diretamente a eles o vale transporte. Quem não adquirir o “passecard” ou quiser pagar a passagem em dinheiro não terá acesso ao ônibus. É o primeiro caso no País em que uma entidade de classe empresarial quer “demitir” a moeda do meio circulante, negando-se a aceitá-la como pagamento pela prestação de um serviço, como é de lei. É inconstitucional não receber dinheiro para obrigar o usuário do transporte público a usar de uma metáfora para diminuir custos operacionais. O Sindionibus quer mudar a prática que emprega, para adotar o regime que corta custos, dispendo mais de 3 mil cobradores das 14 linhas de ônibus que servem a urbe, contrariando a política nacional de criar mais empregos.

Farra do boi na educação .O deputado Queiroz Filho quer explicações para a cobrança abusiva de mensalidades no ensino privado para cursos superiores. É absurdo as faculdades Farias Brito, Ary de Sá, Unichristus, Uni7 e outras fábricas do ensino pago explorarem o rico filão educacional, cobrando preços incompatíveis com o mercado sem prestar contas. O custo médio por aluno para um pai de família assalariado está entre 9 mil e 11 mil reais por mês. Queiroz considera que essa cobrança extrapola a nossa realidade financeira e promete acabar com a farra do boi.

Esclarecendo 1. Ésio Feitosa não é de Tauá. É dos Feitosa que foram escapar da seca em Crato e se deram bem. Também não é primo do bom caráter Ferrucio e não cogita deixar a Câmara Municipal, onde é líder do Prefeito, que acaba de lhe enviar 17 mensagens polêmicas para aprovação.
Esclarecendo 2. A propósito, cabe ao líder informar se o senhor Roberto Cláudio tem alguma coisa a ver com essa ideia do Sindiônibus para acabar com cobradores. – Só lembrando: o transporte coletivo é uma concessão de serviço público autorizado pelo chefe da municipalidade.
Visão do descaso. Orgulho do fortalezense, a nossa Beira Mar, hoje, é o cemitério da boa vista com sua inacabável recuperação. Quem a olha vê a imagem do descaso. Bom lembrar que essa obra começou quando Salmito Filho era secretário do Turismo e continua até hoje sem previsão para acabar. O homem, hoje, já é deputado e não fala nada sobre ela na Assembleia Legislativa. Não que tenha culpa, mas bem que poderia aliviar com algumas palavras o sofrimento dos moradores.
Oitiva. Parece ter um parafuso a menos o nosso André Fernandes. Eleito na esteira do Capitão Wagner e de Bolsonaro, desceu a lenha nos dois, ontem, na Assembleia Legislativa, que ainda não ouviu do campeão de votos, nada que se aproveite.
Engorda do mar. Atrás de recursos para salvar da “engorda do mar” a orla marítima de Caucaia, Naomi Amorim foi a Brasília, de pires na mão, pedir emendas dos federais votados no seu município. É um herói com saga de Dom Quixote.
Carismático. Vitor Valin é um parlamentar diferenciado. Cansado de ser papagaio de pirata de oradores na Câmara dos Deputados, elegeu-se deputado estadual, mas já parece, outra vez, cansado e se prepara para outra experiência. Desta vez quer ser prefeito de Caucaia. Tem carisma e talento para tanto e já provou isso com a sua versatilidade eleitoral.
Cidade sem memoria. O nosso saudoso João Brígido, ícone da História do jornalismo cearense não merece ser lembrado tendo como homenagem da sua epopeia, uma rua que só tem buracos e cheia de lixo. Mas, é o que ocorre nessa tumultuada gestão municipal que não olha nem preserva a memória dos que colaboraram para a sua história. Vai que daqui a pouco ninguém sabe quem foram VirgilioTávora, Cesar Cals, Adauto Bezerra, Gonzaga Mota, Tasso Jereisssati, Ciro Gomes, Camilo Santana et caterva.
Destoando. Populares estão achando a atuação do deputado bolsonarista Heitor Freire não compatível com o respeito a que deve se impor um parlamentar, mesmo que seja correligionário do Presidente. O puxa-saquismo nunca foi bom companheiro do homem público.

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