sábado, 25 de maio de 2019.
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Áudios confirmam única conversa sobre caso PSL

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 20 de fevereiro 2019

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Quem deve, paga
Presidente Jair Bolsonaro, em mensagem de áudio ao ex-ministro Bebianno

Os áudios vazados ontem (19) confirmam o que o presidente Jair Bolsonaro e o filho Carlos afirmaram. O ex-ministro Gustavo Bebianno deu a entender que havia conversado três vezes com o Presidente sobre “laranjas do PSL”, mas os áudios revelam que não foi nada disso. Mostram que o Presidente só tratou do caso PSL uma vez. Em todos, ele se mostra irritado com Bebianno sobre vários assuntos. Certamente por isso, Carlos, que viu tudo, chamou-o de “mentiroso”.

Pisadas de bola
No total, Bolsonaro enviou sete áudios, por WhatsApp, todos para reclamar de “pisadas de bola” do ex-secretário geral da Presidência.

Infidelidades
Bolsonaro reclamou de vazamentos para a Folha e um blog, dos quais o ex-ministro seria fonte, e de outras iniciativas desastradas.

Pulada de cerca
Um dos assuntos que indignaram Bolsonaro foi a descoberta de relações entre Bebianno e um diretor da TV Globo, logo a Globo.

Quebra de confiança
Gustavo Bebianno pode ter agido de boa fé, ligando-se à mídia que o governo acha hostil, mas não poderia fazê-lo sem conhecimento do Presidente.

Gravata combinando
Os secretários são obrigados a vestir ternos azuis e gravatas também azuis. Todas as demais cores são vetadas, principalmente a vermelha.

À imagem e semelhança
Os secretários devem chegar à reunião do Governo, às sextas-feiras, sem gravata. Só devem tirá-la do bolso se o governador estiver usando.

Organização e disciplina
Os secretários também são multados se atrasam para a reunião. Doria já disse que organização e disciplina o ajudaram muito a ser vitorioso.

Chegou a hora
Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisa mostra que para 73% entre 233 deputados federais entrevistados, “é agora” o momento de reformar o sistema previdenciário brasileiro.
Fim da maciota
Para 89,1% dos deputados, servidores públicos devem se aposentar nas mesmas condições dos demais trabalhadores. O Paraná Pesquisa revela que 83,1% são a favor da inclusão dos militares na reforma.

Não dá mais
Ao vazar áudios trocados por whatsApp com o presidente, o ex-ministro Gustavo Bebianno queimou as caravelas que poderiam levá-lo a algum posto da diplomacia brasileira no exterior, como pretendia.

Xô, aparelhamento
Por ordem do chanceler Ernesto Araújo, o Instituto Rio Branco, que forma diplomatas, ressuscitou a antiga disciplina de História das Ideias Políticas, que na era PT foi substituída por aulas de “História da América Latina”, de viés esquerdista. Os diplomatas aprovaram.

PF na parada
Há informação preciosa nas mensagens de áudio do Presidente ao ex-ministro: a PF já investiga se houve crime no caso do dinheiro enviado para a suposta “laranja do PSL”.
Dia de PEC
Deputado por 28 anos, Jair Bolsonaro sabe como os parlamentares valorizam o gesto do Presidente, que leva ao Congresso Nacional pessoalmente sua proposta de reforma da previdência. Às 16 horas ele chega à Câmara.

Só a idade impede
Só a idade mínima é problema a reforma da Previdência. A opção mais aceita (65 anos para homens e 62 para mulheres), tem apenas 35,6% de apoio, mas a reforma precisa de 60% para ser aprovada.

Parabéns pra você
Na reunião preparatória do 3º Fórum dos Governadores em Brasília, todos celebraram o aniversário do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), com direito a bolo e doces.

Pensando bem…
…o novato ex-ministro aprendeu é que, ao contrário do que ele fez parecer, o cargo pertence a quem nomeia: o presidente da República.

Muita gente cita a frase “Que país é este?”, atribuindo-a ao roqueiro Renato Russo, mas o verdadeiro autor foi o ex-governador de Minas Francelino Pereira, nos anos 1970, quando era presidente da Arena. Parece uma frase solene, mas foi um desabafo, na Câmara Municipal de São Paulo, porque o elevador não chegava nunca. Os jornais a divulgaram depois, mas sem dar o contexto. Anos mais tarde, Renato Russo, roqueiro e ilustre morador de Brasília, aproveitou a pergunta para criar o grande sucesso que sempre encontra um contexto muito mais lógico.

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