domingo, 16 de dezembro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Bancos lucram

Rubens Frota

Colunista - Economia

sexta-feira, 10 de agosto 2018

Imprimir texto A- A+

O lucro líquido dos quatro maiores bancos do Brasil com ações na bolsa cresceu 17%, no 2o trimestre, na comparação com a mesma etapa do ano passado, e somou R$ 16,88 bilhões. Segundo dados da Economatica, trata-se do maior lucro consolidado nominal (sem considerar a inflação) desde o 2o trimestre de 2015. Na comparação com o 1o trimestre, a soma dos lucros do Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander teve alta de 3,5% no 2º trimestre. O lucro consolidado de R$ 16,388 bilhões é também o segundo maior em termos nominais da série histórica da base de dados da Economatica, iniciada em 2006, atrás apenas do ganho de R$ 17,34 bilhões do 2o trimestre de 2015. Segundo os balanços divulgados pelos bancos, o aumento dos ganhos foi impulsionado pelo crescimento das receitas com tarifas, menores despesas com provisões para calotes, menor custo do crédito e maior controle de custos. O maior lucro do 2º trimestre entre os bancos foi o do Itaú, com R$ 6,244 bilhões, resultado 3,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Inadimplentes
O número de brasileiros com alguma conta em atraso chegou a 63,4 milhões no mês passado, o que equivale a 41% da população adulta e a um aumento de 4,3% em relação a julho de 2017. Levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC Brasil, mostra que mais da metade dos inadimplentes (51%) tem entre 30 e 49 anos.

Dívidas
O balanço leva em consideração desde dívidas bancárias – como faturas atrasadas de cartão de crédito e empréstimos bancários não pagos – a crediários abertos no comércio e dívidas com empresas que prestam serviços de telefonia, TV por assinatura e internet.

Devolvidos
A Petrobras informou que recebeu uma devolução de R$ 1,034 bilhão, por meio de acordos de colaboração e leniência celebrados no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em fato relevante, a empresa disse que essa é a maior restituição recebida em um único período, que, somada aos recursos já transferidos para a companhia desde o início da operação, ultrapassa o montante de R$ 2,5 bilhões. A petroleira disse também que seguirá adotando medidas cabíveis contra empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos com os atos desvendados pela operação.

Rombo
Oficialmente, em abril de 2015, a Petrobras divulgou rombo de R$ 6 bilhões.

BNDES
Os investimentos do Bndes em participações em empresas já somam cerca de R$ 6 bilhões neste ano, ante mais de R$ 7 bilhões no ano de 2017.

Acionistas
No mesmo dia em que anunciou lucro trimestral de R$ 3,135 bilhões – uma alta de 19,7% frente ao mesmo período do ano passado -, o Banco do Brasil também transformou todos os funcionários em acionistas. Cada um recebeu, ontem, três ações da companhia que, na abertura do mercado valiam R$ 33,20 cada uma.

Motos
A produção de motos no Brasil subiu 34,7% em julho, com 96.277 motos feitas, segundo a associação das fabricantes, a Abraciclo. O desempenho foi em comparação ao mesmo período do ano passado, que teve 71.482 unidades produzidas. Em relação ao mês de junho, quando 50.118 motos foram montadas no País, o crescimento foi de 92,1%.

Safra
A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2018 deve ser 5,7% menor que a do ano passado. É o que aponta a sétima estimativa feita pelo IBGE. De acordo com o levantamento, a safra deve chegar a 226,8 milhões de toneladas, 13,8 milhões a menos que em 2017.

Bons resultados
Focada na recuperação de crédito, a Apoio Assessoria e Cobrança Especializada tem atuado com a Faculdade Ateneu, no segmento de Pós-graduação e cursos de extensão, presencial, semipresencial e à distância. Na parceria, a instituição tem mantido bons resultados no combate à inadimplência. Recentemente, a Semesp, mostrou que a inadimplência no setor tem sofrido altas. Entre 2014 e 2017, cresceu de 7,8% para 9,2%.

Expansão
Apesar de recentes mudanças no comportamento do consumidor, o sonho de adquirir determinados bens ainda é uma realidade no Brasil. No entanto, incertezas políticas e econômicas têm abalado a confiança dos consumidores, que passaram a ficar mais cautelosos com relação a seus gastos, principalmente aqueles de maior valor, como a compra de casas e carros. Segundo dados do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), essa confiança chegou em seu menor patamar desde de 2016, com queda de 3,8% de maio para junho. Este momento exige que os consumidores considerem formas de aquisição de bens mais planejadas e inteligentes e, entre as alternativas, o consórcio se destaca. Por não haver cobrança de juros, e diluir as taxas entre as parcelas mensais, essa modalidade se mostra vantajosa para aqueles que buscam segurança para o futuro.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter