segunda-feira, 18 de março de 2019.
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Bolsonaro e Toffoli articulam pacto republicano

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 03 de janeiro 2019

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Não somos uma fábrica de desigualdades?
Ministro Paulo Guedes (Economia), sobre desonerações bilionárias a grandes empresas

O presidente Jair Bolsonaro não perdeu a primeira chance e conversou longamente com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o pacto republicano que propõe. A conversa, a sós, ocorreu durante a recepção no Itamaraty, três horas após a posse, quando os convidados receberam sinais para não interromper. A ideia é que os presidentes dos três poderes assumam o compromisso de enfrentar questões emergenciais para o País.

Destravar é preciso
“O Brasil precisa destravar”, disse o ministro Dias Toffoli a esta coluna, ao confirmar o entendimento com Bolsonaro.

Três prioridades
Reformas tributária e da previdência e enfrentamento da criminalidade serão os temas prioritários no pacto pepublicano.

Outros temas
Toffoli também admitiu a inclusão, no pacto republicano, de outros temas que os presidentes dos três poderes considerem relevantes.

Falta o Legislativo
Bolsonaro e Toffoli aguardam a eleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para uma reunião objetiva dos chefes dos três poderes.

A lista é longa
Após presidente da República e vice, a ordem de precedência aponta presidentes do Congresso, da Câmara, do STF e ministros de Estado.

Precedência invertida
Cardeais, embaixadores estrangeiros, presidente do TSE e ministros do STF têm precedência sobre a PGR, integrante do Poder Executivo.

Deferência ao MP
O Cerimonial do Senado declara que o regimento do Congresso é omisso. E que o convite a Dodge foi “deferência” ao Ministério Público.

Netanyahu quer voltar
O premier israelense Benjamin Netanyahu sentiu-se tão à vontade no Brasil que, durante a posse de Bolsonaro, segredou a diplomatas que já programa voltar no Carnaval. Ele e a mulher adoraram água de coco.
Primeira impressão
Se a primeira impressão é a que fica, o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ficou em má situação após seu discurso de posse. As redes sociais não o perdoaram.

Xô, papagaios
A atitude de Michelle Bolsonaro lembra outra Michelle primeira-dama, a Obama. A Michelle brasileira é dedicada defensora dos direitos de deficientes de audição. Atribui-se a ela até a iniciativa de espantar os papagaios de pirata que infestavam os ombros do presidente.

Ruído de vice
O general Hamilton Mourão não foi à transmissão de cargo de ministros no Planalto, ontem. Ele não gostou da decisão de Bolsonaro de manter a indicação do ex-ministro Carlos Marun como conselheiro de Itaipu.

Mais do mesmo
Após divulgar (28/09) que Bolsonaro perderia para qualquer um no segundo turno, e (em 10/10) que Haddad venceria “por 45% a 39%”, o Datafolha deveria rever seus métodos antes de afirmar que a expectativa de êxito do novo governo é inferior a dos antecessores.
Fila de cumprimentos
Os militares de alta patente presentes à posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pareciam fazer questão de abraçar o ex-presidente José Sarney. Ele ainda provoca filas de cumprimentos.

Paleta de cores
O Palácio do Planalto retoma o antigo jeitão de quartel. Enxergavam-se nesta quarta-feira (2) predominância das cores verde oliva, azul e branco, dos uniformes. São militares das três forças assumindo os cargos.

Tá feia a coisa
A cobertura juvenil na posse presidencial mostrou repórteres que não diferenciam chefe de Estado e de Governo, tampouco fazem a mais remota ideia do papel de primeiro-ministro e de um chanceler.

Pensando bem…
… o Executivo começa a trabalhar, hoje, mas depende ainda do trabalho do Legislativo e do Judiciário, que só voltam ao batente em fevereiro.

Perguntaram ao premier israelense Benjamin Netanyahu, em sua recente visita a Buenos Aires, capital argentina, quem ele considerava o melhor de todos os tempos, Messi ou Maradona. Netanyahu esqueceu por um instante a condição de chefe de governo e falou como ex-jogador de futebol, dando a única resposta impensável em território argentino: “Sinceramente, eu acho que o melhor de todos os tempos foi Pelé”. Depois, bem humorado, o ex-jogador “Bibi” admitiu ao embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC): “Acho que arruinei as possibilidades de um bom acordo comercial com a Argentina…”.

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