sábado, 25 de maio de 2019.
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Bolsonaro se vê em prisão domiciliar, no Alvorada

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

sexta-feira, 01 de março 2019

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Se eu fosse mulher, ia querer casar
com um cara como eu
Jair Bolsonaro, descrevendo bem-humorado o seu empenho para ser feliz no casamento

Oisolamento do poder chegou cedo para o presidente Jair Bolsonaro. Dois meses após a posse, ele já se sente um prisioneiro na residência oficial do Palácio Alvorada. “Vivo em prisão domiciliar sem tornozeleira eletrônica”, brincou, durante uma conversa franca, ontem (28), com jornalistas no Palácio do Planalto, incluindo o titular da coluna, que quis saber se ele se sente bem no exercício do poder. O Presidente não se queixa: “Estou feliz com a missão que recebi de servir ao meu país”, disse.

Alvorada é chato
O presidente não reclama, mas reconhece. “Viver no Alvorada é chato”, em razão do isolamento imposto por razões de segurança.

Banheiro longe demais
Ele acha o Alvorada grande demais: “São uns 30 metros até chegar ao banheiro”, diz, sorrindo, “às vezes tem que apressar o passo”.

Acabou-se o que era doce
Bolsonaro sente muita falta da praia perto de casa, no Rio de Janeiro, onde fazia “uma corridinha” ou bebia água de coco com a filha Laura, de 8 anos.

A falta que o povo faz
Ela lamenta muito não poder sair, fazer compras, ir à praia. Afora assessores e ministros, só conversa com seguranças e servidores da Presidência.

Israel compreenderá
Bolsonaro está convencido de que o governo de Israel compreenderá sua decisão de promover essa mudança “no seu devido tempo”.

Se Trump demorou…
O Presidente disse que se Donald Trump levou oito meses para transferir sua embaixada para Jerusalém, o Brasil não faria isso em menos tempo.

Decisão é bem antiga
A decisão americana foi tomada pelo Congresso no governo de Bill Clinton e adiada pelos presidentes seguintes, até que Trump decidiu cumpri-la.

Mal-acostumados
Bolsonaro acionou a Polícia Federal para identificar os bandidos do MST e PCO que atacaram ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente). Eventual prisão mostrará que a ordem no Brasil pode ser restaurada.

A serviço dos bancos
O diretor do Denatran, Jerry Adriani Dias, diz que acabará, nos Detrans, o registro de contratos de financiamento de veículos, que protege o consumidor, e deixar só o gravame, que protege os bancos. Tudo o que quer a B3 (ex-Bolsa de Valores de SP), ligada a bancos. Humm…

Descredenciadas
Os Detrans de Minas e Pernambuco descredenciaram as empresas B3 e Tecnobank, acusadas de burlar resolução do Denatran, que proíbe o registro de contrato e o registro de gravame pela mesma empresa.

Tudo bem em casa
Os olhos de Bolsonaro brilharam, quando ele falou sobre a primeira-dama, Michelle, ontem, a um grupo de jornalistas. Confessa-se feliz no casamento e, divertido, diz torcer para que ela nunca tenha de fazer operação de catarata, para continuar a vê-lo como o vê até hoje.

Laura, o xodó
Os olhos de Bolsonaro se encheram de lágrimas, que depois cairiam sobre a face, ao lembrar seu maior mede quando foi ferido de morte na campanha: “Eu só pensava que não veria minha filha crescer”.

Broncas ao telefone
Ouvindo Jair Bolsonaro contar a jornalistas, ontem, que telefona a ministros que “falam demais” ou “falam bobagens”, o general Mourão contou com graça: “Ele também liga para o vice-presidente por essas razões”.

Atitude cidadã
O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) foi revistado, ontem, sem reclamar, ao embarcar para seu estado. Paulo Maluf, certa vez, foi detido no mesmo aeroporto de Brasília por impedir a revista.

Os herméticos
O mesmo projeto que proíbe os canudos plásticos em São Paulo, libera os biodegradáveis em embalagem ‘hermeticamente fechada’. Falta ensinar o vendedor de cachorro-quente o que é fechamento hermético.

Pensando bem…
…os encontros de Trump e Kim Jong-un não rendem nada além de fotos.

O ex-ministro Carlos Minc é tão exibido que, certa vez, encontrou um jornalista no Largo da Carioca, centro popular e palco de manifestações no Rio. O repórter disse a ele que, infelizmente, a pauta aquele dia não era meio ambiente, o mote do oportunista, e que estava atrás de outros personagens para a matéria. – E é sobre o quê? – perguntou Minc, curioso. – É sobre um surto de gripe na cidade – respondeu o repórter.
– Olha! Eu estou com essa gripe! – exclamou de pronto. E virou personagem da matéria.

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