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Bondade tem limite

João Soares Neto

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sexta-feira, 19 de maio 2017

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O tremendo “qüiproquó” em que se transformou a luta da Prefeitura de Fortaleza para desmontar a pocilga a céu aberto em que foi transformada a Rua José Avelino, via estratégica para a mobilidade urbana da Capital, já era aguardada, tendo em vista a maneira como o poder público foi leniente com a ampliação daquele “fuzuê” em forma de feira. Para mais complicar a balbúrdia em torno do problema, alguns setores concordaram com isso. A prefeita Luizianne, por exemplo, poderia muito bem ter dado um freio, mas não o fez para não perder votos.
No âmbito da Justiça, o Ministério Público Estadual, há mais de quatro anos, vinha cobrando da Prefeitura medidas urgentes e rigorosas para acabar com a bagunça, que servia para ajudar a sufocar o trânsito, além de causar incômodo auditivo e muita sujeira. Agora, o mesmo MP tentou deter a ação da PMF para melhorar aquela artéria. Agora, tentou impedir os trabalhos, cobrando diálogo da parte do prefeito Roberto Cláudio com os feirantes. Como a medida foi suspensa, continuam as obras da requalificação daquele local.
Confusões à parte, alguns problemas terão de ser melhor investigados, em relação aos feirantes a serem deslocados para outros locais. Um deles, de extrema gravidade: a origem de muitos dos produtos comercializados, que, segundo denúncias, não são nada claras. Juntem-se a isso às perdas da municipalidade, ante a grossa sonegação de impostos a serem pagos pelos verdadeiros donos das mercadorias, muitos deles escondidos à sombra de pequenos comerciantes que eles colocavam no “feirão”. Essa confusão vai servir para desmascarar muita “marmota”.

TURISMO – Quem denuncia é a Veja Online: a “marcha de prefeitos” (mais uma) está fadada a resultados pífios para os municípios ali representados. A principal causa é mais do que evidente: os ministérios de quem os prefeitos esperam muito, não têm muito a oferecer. Por conta disso, preferem mostrar suas ações em “stands” a serem admirados. E só, porque, a bem da verdade, todos os ministras estão empenhados mesmo é em captar votos pelas reformas.

LAVA JATO – Não dá para evitar abordar a luta do MPF, PF e Operação Lava-Jato para limpar o terreno político do País da sujeira do “mensalão” e pelo “petrolão”. O destaque é o destino do ex-presidente Lula, mais escorregadio que baba de quiabo. Pesquisa da “Folha” entre os leitores sobre o que pode ocorrer ao filho de Garanhuns mostra: 61% dizem que será condenado; 34%, que será condenado e preso. Apenas 3% acham que ele sairá livre e solto.

CIDADE SAUDÁVEL – Ontem, no Parque Adhail Barreto, o prefeito Roberto Cláudio, acompanhado de secretários, assinou compromisso com o movimento Parceria para Cidades Saudáveis, instituição coordenada em apenas 50 cidades do Mundo, pela fundação norte-americana Blooberg Philanthropies. O objetivo principal é tornar essas cidades mais atrativas para os visitantes e confortáveis para os seus habitantes, em termos de mobilidade urbana.
PERDAS & DANOS – Não tem como abandonar a discussão dos problemas gerados pela “embromação” dos cearenses pelo Governo Federal, que deixou o nosso estado em último lugar para receber as águas da transposição, projeto abandonado por uma empresa inidônea. Para o deputado Roberto Mesquita (PSD), o problema, agora, é saber “quem irá recompensar a economia do estado do Ceará pelas imensas perdas geradas por essa irresponsabilidade”.

CONTRA A PAREDE – Um dos assuntos mais importantes discutidos em Brasília, nos últimos dias, veio rebentar em cima dos deputados federais de todos os estados, incluindo do Ceará. Trata-se da “colher de chá” do Governo Federal a milhares de prefeituras dispensadas de parte de suas dívidas com a Previdência. Satisfeitos, os gestores podem “levar à parede” os ilustres deputados por ele votados e eleitos. Se não votarem pela reforma da Previdência, adeus, votos em 2018…

SEM DESPERDÍCIO – A Secretaria das Cidades, do Ceará, realiza o Seminário Internacional de Resíduos da Construção Civil. O tema é importante, tendo em vista que o objetivo é o aproveitamento de milhares de toneladas de entulho de obras civis, que em muitos países, depois devidamente reciclados são aproveitados para outras obras, principalmente em se tratando de moradias para pessoas sem teto. Aqui, até agora, esse material só causa incômodo e sujeira.

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