quinta-feira, 22 de agosto de 2019.
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Borges é ministro, mas quem manda é Belchior

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 03 de abril 2013

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• O verdadeiro ministro de Transportes tem nome e é mulher: Mirian Belchior. É ela, ministra do Planejamento e gestora do PAC, quem despacha com o diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, e determina as obras no setor dos Transportes, que por acaso estão devagar, quase parando. Indicado para o cargo, o ministro baiano César Borges será pouco mais que uma rainha da Inglaterra. 

• Cautela – Dilma concordou em devolver o Ministério dos Transportes ao PR sob a condição de manter a chave do cofre com a ministra Mirian Belchior.

• Grana na veia – Alvo de frequentes suspeitas de irregularidades, o Ministério dos Transportes tem um apetitoso orçamento anual: R$ 20 bilhões.
• Sem largar o osso – Confirmado César Borges nos Transportes, o diretor do Dnit, general Jorge Fraxe, disse a Garotinho que também sabe fazer política.

• Simpatia é quase amor – Milagre eleitoral: além de consultar o líder Garotinho (PR-RJ) sobre César Borges, Dilma pediu para falar ao telefone com a filha, Clarissa.

Em Fortaleza, Dilma
ignora o ex-aliado Campos
• A reunião da Sudene, em Fortaleza, serviu para a presidenta Dilma sinalizar preocupação com a força da candidatura do presidenciável Eduardo Campos no Nordeste. Ela agradou o anfitrião, Cid Gomes, que se opõe a Campos no PSB, e alfinetou à vontade o pernambucano, que ainda passou pelo constrangimento de ouvir seu pupilo, ministro Fernando Bezerra (Integração), caprichar na bajulação à presidenta.

• Último a saber – Eduardo Campos escafedeu de cara amarrada: foi o último a saber o teor do saco de bondades de Dilma e Fernando Bezerra para o Ceará. 

• Quase parando – O PSDB quer aplicar uma injeção de ânimo no presidenciável Aécio Neves. Tucanos acham que lhe falta “sangue nos olhos”.  

• Corrida baiana – O governador Jaques Wagner (BA) quer Rui Costa (PT), da Casa Civil, como sucessor. Walter Pinheiro e Sérgio Gabrieli correm por fora.

• Au revoir – O governador Sérgio Cabral deveria dar um tempo nas viagens a Paris: a imprensa francesa foi impiedosa com a barbárie contra o turista francês e a namorada. Na TV de lá, o Rio é  “barril de pólvora”.

• Protesto – A governadora Roseana Sarney (PMDB) não foi a Fortaleza, nem mandou representante. Soube nesta coluna que Dilma anunciaria outra refinaria para o Ceará, sem tirar do papel a de Bacabeira (MA).

• Crescimento menor – Apesar da montanha de dinheiro federal injetado na veia, o Estado de Eduardo Campos foi o que cresceu menos, em 2012, entre os grandes do Nordeste: o Ceará foi a 3,7%, Bahia 3,1% e Pernambuco só 2,3%.

• O que é isso, companheiros? – Curioso o ruidoso silêncio do corintiano Lula e do top-top Marco Aurélio Garcia no caso do torcedores presos na Bolívia. Eles são privilegiados interlocutores do presidente maluquete Evo Morales. O embaixador Marcel Biato foi inclusive indicado por top-top, e deverá ser substituído.

• Sol quadrado – Se a “fila” andar até sexta com a revisão do voto escrito do ministro Celso de Mello no processo do mensalão, não é de todo improvável que os mensaleiros condenados passem as férias de julho…na cadeia.

• Tela quente – Pressionado, o chanceler António Patriota passará aperto na Comissão de Relações Exteriores do Senado, para explicar os gastos de Dilma em Roma, a intromissão de agentes e do embaixador cubano em São Paulo, asilo de senador boliviano e denúncias de assédio moral.

O PODER SEM PUDOR
Homenagem
ao caráter
Na campanha de 1994, o deputado Paulo Heslander (PTB-MG) visitou o povoado de São José dos Rosas e pediu apoio do chefe político. Divino se desculpou: “já tenho candidato”. O deputado lamentou:
– Ah, que pena. Ia oferecer-lhe um carro 0km em homenagem a seu caráter.
Divino arregalou os olhos e gritou lá para os fundos da casa:
– Mulher, faça aí um cafezinho e traga um bolo aqui pro deputado!
No comício, Divino fez um discurso emocionado pedindo votos para Heslander. No final, o deputado já ia embora quando Divino lembrou:
– E o carro zero?
– Ora, meu amigo, aquilo foi brincadeira…
Ele ficou revoltado, mas era tarde: Heslander foi o mais votado no povoado

 

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