domingo, 18 de novembro de 2018.
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Brasileiros invadem Portugal

Solange Palhano

Colunista - + CADERNOS

sexta-feira, 07 de setembro 2018

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O tempo estava abafado, uma corrente de ar super quente, 45 graus de temperatura e o governo aconselhava a população para não sair de casa. Só havia nas ruas os turistas. Mesmo com tanto calor, vale a pena passear pelas ruas de Lisboa. A cidade está invadida de jovens brasileiros trabalhando em tudo que é lugar, todos fugindo da crise. O açaí já está sendo vendido em vários shoppings e as marcas brasileiras como Boticário, Havaianas, Quem disse, Berenice? Há gente de toda nacionalidade, aposentados que decidem morar em Portugal por causa do baixo custo de vida, taxa de imposto menor que em seus países de origem. Dois mil brasileiros milionários também estão residindo em Portugal, motivados pela insegurança e a oportunidade de uma educação de melhor qualidade para seus filhos. Com essa invasão, cidades como Lisboa, Porto tiveram aluguéis e custo de imóveis para compra aumentando em 45 % por cento.

Os portugueses já reclamam dessa supervalorização, mesmo conscientes que o turismo foi quem salvou o país da crise. Ir Algarve, com suas belas praias entre rochas e areias brancas, com águas cristalinas, é um prazer. Mas, impossível de mergulhar, porque são congeladas. Porto é, como sempre, linda. Mais uma vez, não consegui conhecer a livraria considerada mais bela do mundo, que tem 112 anos, porque a fila era quilométrica em sua entrada. Braga, Guimarães, Tomar são cidades pequenas e graciosas.

Viajar de carro nas estradas europeias é uma tranquilidade e nos dá oportunidade de conhecer vários países. Três dias foram suficientes para conhecer os belos palácios, o centro e a culinária de Viena. Tinha muita curiosidade de conhecer o Palácio de Schonbrunn, que fica no centro histórico da cidade, porque, em minha infância, assisti, inúmeras vezes, filmes de Sissi, desde a sua juventude até se tornar imperatriz. Sua história é meio triste, porque ela era belíssima, meiga, amava seu marido, era uma pessoa que foi educada com muita liberdade e não se adaptava com a vida da monarquia, sua sogra era insuportável, a tirou do convívio de seus filhos. Por isso, ela vivia em depressão. Teve uma morte trágica, foi assassinada, aos 60 anos, por um anarquista italiano. No palácio, podemos conhecer os aposentos reais, a coleção de prata, a biblioteca, o museu de Sissi e o tesouro nacional. Para quem gosta de doce, não pode deixar de ir ao Café do Hotel Sacher e degustar a torta Sacher de chocolate em várias camadas, um lugar agradável, bonito e com bons preços. O enorme bife à milanesa. O schnitzel, é uma comida típica de lá e pode ser de carne de veado, porco ou vitelo.

Chegar em Budapeste no feriado foi surpresa, pois não sabíamos de sua existência, 20 de agosto, comemora-se o dia do Santo Estevão, o primeiro rei católico, que era chamado de santo, fundador do país. A população da cidade ficou toda à beira do Rio Danúbio para assistir ao espetacular show de fogos, durante meia hora. O interessante é que Budapeste são duas cidades cortadas pelo rio, a Buda e a Peste. Buda é a área mais histórica e tem as principais atrações da cidade. O prédio do parlamento é magnifico. Peste é moderna e agitada, concentração do comércio e restaurantes.

Retornei a Praga e adorei. Foram 30 dias de viagem visitando várias cidades, seus museus, igrejas, monumentos históricos, assistindo show de jazz, saboreando as comidas típicas, bons vinhos e cervejas. Conhecendo o dia a dia dos europeus. Em toda cidade que passei fui bem recebida e mesmo não falando a língua local, me virava. Temos de aproveitar esses momentos, porque não sabemos como será a nosso dia de amanhã.

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