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Câmara esconde informações sobre mordomia

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 11 de abril 2019

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A gente quer liquidar essa fatura na terça
Deputada Joyce Hasselmann (PSL-SP), sobre a admissibilidade da PEC da Previdência

A Câmara dos Deputados gasta R$ 2,35 milhões com aluguel de 43 carrões para a mordomia de um grupo de privilegiados deputados e servidores. Mas isso não é tudo. Os gastos totais com esse tipo de regalia com dinheiro público se aproximam dos R$ 20 milhões. A coluna pediu a lista dos beneficiados pela rica mordomia, mas a Câmara se negou a atender a solicitação. Também escondeu gastos milionários com combustíveis.

Segredo suspeito
A Câmara não fornece a lista da mordomia voluntariamente. Deixou claro: quem quiser obtê-la deve recorrer à Lei de Acesso à Informação.

Por isso, tanto segredo
Em 2018, a Câmara torrou R$16 milhões com a mordomia motorizada. Deputados têm direito a franquia de 200 mil quilômetros de “Uber parlamentar”.

Alto escalão
No Senado, todos os parlamentares têm “direito” à mordomia, ao custo de R$ 4 milhões ao ano. Na Câmara, é um privilegio do “alto clero”.

Quem pode
Entre os que abusam da paciência do eleitor, estão o presidente da Câmara, membros da mesa diretora, ouvidor-geral, corregedor e procuradores.

Nada que desabone
O defensor de Cunha, Délio Lins e Silva Jr, disse em nota que o presidiário desconhece fatos que desabonem membros do Judiciário.

Cumprindo pena
Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses, mas teve a pena reduzida em 10 meses. Está preso há dois anos e meio.

Perdeu
A exemplo de Aldemir Bendini, ex-Petrobras, solto pela 2ª Turma, Cunha queria aguardar em liberdade a decisão da segunda instância.

Maia quer salvo-conduto
Agora, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anda se queixando pelos cantos das críticas dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Parece exigir “imunidade” para voltar a se dedicar à aprovação da PEC da Previdência, que ele mesmo diz constar de sua “agenda”.

Os titubeantes
O clima entre o governador João Doria e Geraldo Alckmin (e Márcio França, do PSB) está cada vez pior. Ao fazer balanço dos 100 dias, na Band, Doria disse que em 35 dias fez o que seu antecessor “adiou, titubeou e ficou com medo de fazer… aquilo que era a sua obrigação”.

Malas para quê?
O compadrio dos malas da Anac com os donos das empresas aéreas tem levado muitos passageiros a usar ao menos duas mudas de roupa, umas sobre as outras, para reduzir o peso da bagagem de mão.

Tudo muito estranho
Rodrigo Maia mantém no fundo da sua gaveta, desde dezembro de 2016, a resolução do Senado que anula a suspeita decisão da Anac que instituiu a cobrança de malas nas empresas aéreas.

Bola fora
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que sediar a Copa América e o Sub-17 “permite ao Brasil estar no mapa do futebol”. Com cinco Copas do Mundo e cinco mundiais sub-20 do Brasil, o que está errado é o mapa.

Sentença raivosa
O humorista Danilo Gentili foi vítima de uma violência inacreditável, na condenação à prisão por ironizar a inominável deputada Maria do Rosário. Nem petistas de carteirinha assinariam sentença tão raivosa.

Repeteco no Senado
Até parece que o senador Marcos do Val (PP-ES) deu um Google, juntou antigas alegações contra Gilmar Mendes, já descartadas por decisões do STF, para fazer outro pedido de impeachment do ministro.

Apoio programático
Ao anunciar o fechamento de questão do partido em favor da reforma da Previdência, o presidente do Novo, João Amoêdo, elogiou o diálogo com o presidente Bolsonaro. “É fundamental no Brasil de hoje”.

Pensando bem…
…há quem sonhe não com os mega-salários de deputados e senadores, mas com suas amplas folgas.

No final dos anos 1950, Magalhães Pinto (UDN) e Tancredo Neves (PSD) tentavam viabilizar suas candidaturas ao Governo de Minas Gerais. Certa vez, Magalhães ironizou o adversário: “Tancredo? Francamente, não sei se daria um bom governador. Dizem até que é bom advogado, mas nunca soube de uma causa que ele ganhou…”
Informado sobre a provocação, Tancredo devolveu: “Engraçado, dizem também ser o Magalhães um grande advogado, mas nunca encontrei um colega de turma dele… Magalhães ganhou, então, a alcunha de ‘Doutor sem diploma’.”

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