segunda-feira, 20 de agosto de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Camisa de força

Fernando Calmon

Colunista - Economia

quarta-feira, 13 de junho 2018

Imprimir texto A- A+

 

Demorou mais do que se esperava, mas aconteceu: o PT nacional e, conseqüentemente, o PT estadual, querem o governador abandonando o bloco liderado pelo PDT dos irmãos Ferreira Gomes, para não apoiar o candidato desse partido. Se os petistas liderados pelos deputados Luizianne Lins, José Airton, Elmano de Freitas e o senador José Pimentel, entre outros, já vinham expondo, com ênfase, um ponto de vista sobre um candidato fora da órbita dos políticos sobralenses, essa tendência foi explicitamente confirmada no discurso do deputado Dedé Teixeira, em Contagem, Minas Gerais, no lançamento da candidatura de Lula para presidente. A bancada estadual está alinhada em defesa do ex-presidente, revelando claramente que não votará em Ciro Gomes. A eles pouco importa as dificuldades que Camilo vem enfrentando para vencer resistências, esquecendo que foram amparados pelo Governo com o aval dos Ferreira Gomes. E o que é pior. Face aos termos do discurso do seu ex-secretário Dedé Teixeira, em quem confiou e a quem ajudou, contribuindo para a sua perdida reeleição, tudo faz crer que o Governador é quem está abandonado. Em meio às discussões sobre a decisão do PT nacional de forçar governadores a apoiar Lula, o vereador Acrísio Sena, à frente do partido em Fortaleza, afirma que a manutenção da candidatura do ex-presidente não pode servir de camisa-de-força para realidades estaduais, como é o caso do Ceará. Acrisio é a única célula consciente a opinar sobre o polêmico assunto no seu partido.

Portas fechadas Estão fechadas as portas da oposição no Ceará para o senador Eunício Oliveira. – No que tange à minha pessoa, depois de abandonar o nosso projeto por um Ceará novo, ele que busque ajuda em outra freguesia. Palavras de Roberto Pessoa finalizadas com desprezo: “agora, sem condições de eleger-se senador, ele deve ir para a Câmara Federal, se ainda quiser continuar na política.”

E deu no que deu . Parece que não foi bom Eunício aproximar-se do governo. Apostou em ajudar o Ceará, acreditando que o governador poderia sustentá-lo na sua chapa. Como diria o seu sogro, Paes de Andrade, deu no que deu.

Otimismo . Joga pesado o Capitão Wagner, presidente do Pros. Para ele, esse partido sem participar de alianças, terá condições de eleger quatro deputados federais e quatro estaduais.

Dois senhores . Ainda do deputado Wagner. O seu partido vota fechado com o general Guilherme Theophilo para governador, devendo dividir votação para presidente entre Bolsonaro e Alckmin. Esquece que quem serve a dois senhores, termina com nada.

E Tasso? . Não se sabe se o senador Tasso apoia esse posicionamento de Wagner e nem o capitão parece preocupado. Diz que não é do PSDB. Apoia o general, com direito a fazer a sua escolha para presidente.

Parlamento . Em ritmo febril, o presidente da CMFor, Salmito Filho, coordena os debates sobre o Estatuto do Parlamento Metropolitano, a ser lançado no dia 25, em solenidade na Câmara Municipal de Fortaleza.

É com eles . Segundo o chefe da PGJ-CE, Plácido Rios, caberá a essa categoria entrar com ação direta no STF exigindo o pagamento, pela União, de recursos da DRU, retidos pelo Governo Federal.

Na luta . Recuperado de cirurgia, em São Paulo, o empresário Beto Studart, presidente da Fiec participa da luta contra a instituição do frete mínimo, que beneficia caminhoneiros, mas que é rejeitado pela CNI.

Políticos corruptos . Sinceridade do Roberto Mesquita: “se houver uma histórica fuga de eleitores no pleito deste ano, deva-se a um Congresso corrupto, desacreditado e incapaz de aprovar mudanças que a sociedade necessita.

“Não compare certos políticos com ratos. Estes aceitam pedaços de queijo; aqueles querem a vaca, o leite, o bezerro e tudo”. Millôr Fernandes (1923-2012) escritor e humorista.

outros destaques >>

Facebook

Twitter