sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Campos ataca economia, ponto fraco do governo

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 02 de abril 2013

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• O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) reagirá à tentativa do PT de caracterizá-lo como “traidor e ingrato” com discurso duro de que o governo Dilma não sustentará o padrão de emprego e as políticas sociais com crescimento tão fraco do País. Campos defenderá, em seminário na PUC-RJ, sábado (6), que a economia caminha de mãos dadas com as melhorias sociais.  

• Ponto de partida – O seminário sobre desenvolvimento econômico e políticas sociais é o primeiro, de dez, organizado pela Fundação João Mangabeira, do PSB.

• Mão dupla – Para o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), o PT se contradiz ao chamar Eduardo Campos de ingrato: “A gratidão é via de duas mãos”.
• Das Arábias – A vista de três dias do vice-presidente Michel Temer foi notícia nos jornais de Omã, onde foi recebido pelo rei, o sultão Qaboos bin Said.

• Santo do dia – Tuiteiros homenagearam ontem o ex-presidente com o “Lula Day”, no Twitter, citando frases célebres dele, como o famoso “não sei de nada”.

Itamaraty prepara ‘pizza’ para livrar embaixador
• Instaurado há quase dois meses, caminha para a gaveta sindicância no Itamaraty para apurar acusação de assédio moral do cônsul-geral em Sidney (Austrália), embaixador Américo Fontenelle, e seu adjunto Cezar Cidade, a funcionários. Psicanalista, o embaixador Roberto Abdalla já ouviu todos os envolvidos – até brasileiros que procuram o consulado. Fontenelle passa férias em Brasília, onde corre o processo.

• Corrente – Em abaixo-assinado, os funcionários “imploram” ao Itamaraty o fim da investigação. É a segunda denúncia de assédio contra Fontenelle.

• Filme velho – Deu em pizza a grave denúncia de funcionário em Toronto, Canadá, em 2007. Fontenelle se gaba da amizade com ex-ministro José Dirceu.

• Menos, menos – A Corregedoria da Agência Brasileira de Inteligência demite dois servidores ao ano e não ao dia. Advertência e suspensão não faltam.

• Sem comemoração – O Comando da Aeronáutica nega que a exibição da Esquadrilha da Fumaça, domingo, tenha sido uma celebração marota do aniversário do golpe de 1964. Informou que Brasília estava na rota do retorno da Esquadrilha de um circuito de apresentações na região Norte. Ah, bom.

• Borrabotas – O tema 31 de Março de 1964 não deixa só o nanoministro da Defesa morrendo de medo. Sua desinformada assessoria, também à beira de um ataque de nervos, disfarça o pavor com a arrogância e a grosseria.

• Cem anos de perdão – Ladrões acharam R$ 164 mil na casa de um escriturário da Caixa, em Ceilândia (DF). O monte de dinheiro atrapalhou a fuga e foram presos. O escriturário abriu o jogo: era propina por facilitar financiamentos  do “Minha Casa, Minha Vida”. E avisou que é o “bagrinho” do esquema.

• Calçada da fama – Foi destaque internacional o estupro da turista estrangeira, agredida e roubada com o namorado no assalto a uma van, no Rio. O casal ficou traumatizado para sempre. Os bandidos logo estarão livres.

• Matou a pau – Genial o título da revista Veja sobre o esquema para vazar um inquérito que apurava a ligação do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), a uma quadrilha de sonegadores: “Deram o ouro ao deputado”.

• Refinada mentira – Lançada em 2009 por Lula e Dilma, a refinaria da Petrobras Premium I, em Bacabeira (MA), “a maior do Brasil”, já pode virar sinônimo de 1º de Abril: hoje é só terra batida e caminhões parados na poeira. Será objeto de audiência pública a pedido do deputado Weverton Rocha (PDT).

• Bacabeira 2, a missão – Na reunião do conselho deliberativo da Sudene, em Fortaleza, hoje, Dilma destinará um terreno para a refinaria Premium II, da Petrobras, sem data para sair do papel, só para agradar o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que não reza na cartilha de Eduardo Campos.   

• Tudo pelo social – Católico carismático, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) passou a Páscoa na Tunísia, espera-se que por conta dele, no Fórum Social Mundial de 2013. Prometeu ajuda do Brasil contra a pobreza.

O PODER SEM PUDOR
Bem não declarado
Prefeito de Araxá (MG), poeta e pensador, o saudoso ministro Olavo Drummond estava muito impressionado, nos idos de 1998, com o aperto imposto pelo Banco do Brasil aos agricultores endividados. Ao desabafar, produziu uma de suas frases geniais, que resumia o drama:
– Marido não chama mais a mulher de “meu bem”, senão vem o Banco do Brasil e toma. 

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