domingo, 16 de junho de 2019.
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Cidadania não merecida

Fernando Maia

Colunista - Política

quinta-feira, 13 de junho 2019

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Há algum tempo, os títulos de cidadania cearense não estão observando critérios compatíveis para serem concedidos. Se analisadas à luz do mérito as qualidades dos que devem receber um privilégio que se destina a pessoas que tenham serviços prestados ao Estado, vamos encontrar fatores divergentes dos fundamentos exigidos para quem é concedida a honraria. Um dos pontos polêmicos tem sido a questão relacionada a um histórico que possa lastrear a escolha dos homenageados. Grande parte dos novos “cidadãos” jamais proporcionou ao Ceará qualquer ajuda para o seu território ou para o bem da sua sociedade. Sem entrarmos em detalhes sobre a graciosidade de cidadanias esquisitas, e sem justificativas plausíveis, uma delas bem difícil de ser explicada será fazer do líder do MST, João Pedro Stédile nosso concidadão. A iniciativa foi do deputado Elmano Freitas, do PT, que teve o apoio até de adversários do MST. Nada nos une a esse cidadão para dividirmos com ele os valores da nossa gente, a título de querer agradar ou ser simpático a quem nunca olhou para a sorte madrasta dos retirantes das secas. Apesar de ser um ativista das mazelas de alguns brasileiros, ele nunca foi andarilho do nosso sagrado e esturricado solo para ter os mesmos direitos ao nosso orgulho. O senhor Stédile não é coisa nossa. Traze-lo para cá o tornará um de nós para pôr em prática a desordem que tem comandado em outros territórios do País.

Mais empregos. A gestão do prefeito Roberto Cláudio, com todas as suas falhas, conseguiu, entretanto, e pela segunda vez consecutiva, ganhar o Prêmio Nacional do Sebrae pela desburocratização que agiliza o registro de novos negócios para os empreendedores de Fortaleza, beneficiando um dos setores que mais emprega, ou seja, as micro e as pequenas empresas.

A Realidade da Transposição. Por conta da irritante demora na conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco para o Ceará, o deputado Guilherme Landim (PDT), chefia, amanhã, visita de parlamentares aos trabalhos em andamento. Estará sequenciando uma iniciativa do seu pai, o ex-deputado, de saudosa memória, Wellington Landim. Ele quer um documento expondo as verdadeiras causas das dificuldades que vêm atrasando a conclusão de uma obra para salvar vidas.

Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública determinou a permanência da Força Nacional por mais 90 dias no Ceará. Essa prorrogação será para combater o crime organizado, ainda não debelado, apesar de bastante reduzido. Para o deputado Soldado Noélio, um dos mais frequentes oradores da AL, se não fosse o déficit de efetivos da Polícia Civil, esse combate seria muito mais efetivo.

Tasso e o saneamento. O projeto de lei do senador Tasso Jereissati, criando o marco regulatório do saneamento básico, deverá ser privatizado em muitos estados. Apesar de avançado e necessário, o projeto tem exigido de Tasso muito trabalho, já que petistas e demais adversários acusam o projeto de prejudicar pequenos municípios, caso esse serviço seja privatizado.

Perigos da lei. Nem tanto. O ex-deputado Moésio Loiola, que não é petista, abordou, em recente encontro na Aprece, os perigos que essa lei poderá trazer com a privatização da Cagece. E foi categórico. “Nós, prefeitos, já estamos vendo como foi ruim a privatização da Coelce”.

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