domingo, 16 de junho de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Cinco estados faturam 85% da verba de emendas

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 07 de janeiro 2013

Imprimir texto A- A+

• Levantamento feito pelos partidos de oposição revela que apenas cinco estados, das 27 unidades da Federação, concentram 85% das emendas parlamentares empenhadas no ano de 2012. São eles: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Minas Gerais. Os recursos empenhados totalizaram pouco mais de R$ 2,7 bilhões. Só o DF, comandado pelo petista Agnelo Queiroz, levou R$765 milhões.

• Politicagem – Goiás recebeu R$703 milhões, sendo R$657 milhões para obras na estrada que liga Goiânia, governada pelo PT, a Jataí, do PMDB.

• Crédito é da União – Os R$ 20 milhões restantes da verba encaminhada para Goiás, governada pelo PSDB, foram destinadas à Universidade Federal.
• Coincidência? – Em Minas, com gestão do PSDB, de R$151 milhões empenhados, quase R$100 milhões também foram para as universidades federais.

• População é que sofre – Para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), além de ter caído a liberação de emendas, o governo só executa o que é interesse partidário-eleitoral.

Governo federal não
monitorou região alagada

• Caxias, Angra dos Reis e Mangaratiba constam do mapa do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, do Ministério da Integração, mas não entraram no sistema de monitoramento 24h que poderia prevenir a nova tragédia de janeiro e que resultou em 5 mortos e quase 2 mil e 200 desabrigados, incluindo Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, onde consta monitoramento do Governo Federal e promessa de envio de pick-ups, GPS e PCs.

• Big Brother – O Ministério da Integração garantiu que mais de 200 municípios seriam monitorados e que até “até o final do ano” seriam 286 “prioritários”.

• Bancada – Com a posse de Iara Bernardi (PT), Sorocaba (SP), volta a ter dois deputados federais. O outro representante é Jefferson Campos (PSD).

• Mapa de doido – Criada para o desenvolvimento do Vale do São Francisco, a Codevasf incluiu não só o Piauí, mas também o Maranhão na gambiarra. Hum…

• Aliança tucano-petista – O PSDB reclama do PT de barriga cheia: o ex-chefe de publicidade de FHC, Bob Vieira Costa, ganhou para sua agência, desde 2003, a conta da Caixa, estimada em R$ 600 milhões anuais. Com ajuda de Marcos Flora, petista tão discreto que nem figura na lista de sócios da agência.

• Vida de gado – A tragédia da seca no Nordeste é notícia em vários jornais americanos, comovidos com o drama, que não perturba férias de presidenta Dilma, ministros e afins. O problema afeta a economia, mas ninguém nota.

• Aloprou – Indigitado para a liderança do governo na Câmara, o deputado e ex-ministro Berzoini contribuiu no Twitter para a importância do cargo, defendendo Genoino e acusando os críticos de aliarem-se ao “golpe”.

• Nojo de políticos – Queima a orelha dos governantes nas redes sociais, com o desabafo de Zeca Pagodinho, diante do temporal no Rio: “A situação está ruim. É lixo puro. Dá nojo de político, dá nojo desta gente bandida”.

• Escapando – O chefe do escritório da CBF em Brasília, Vandembergue Machado, ainda não foi alcançado pela vassourada do José Maria Marin, atual presidente da entidade, na turma do antecessor Ricardo Teixeira.

• Bateu, levou – O presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha promete ser um “ferrinho de dentista” nos eventuais abusos de juízes contra advogados. Diz que rebaterá, “sem dó nem piedade”, ataques a prerrogativas de advogado.

• Estatuto Penitenciário – O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) promete dor de cabeça a Domingos Dutra (PT-MA), autor do projeto que cria “prisões 5 estrelas”: “Prefiro as cadeias cheias de vagabundos que os cemitérios cheios de inocentes”.

• Prata é paraguaia – Desprezando profissionais da Infraero, o presidente Gustavo do Vale contratará por R$ 4 milhões consultoria de imprensa, que inclui sete jornalistas. O assessor Sidrônio Henrique descobriu que a estatal tem, entre os gerentes de comunicação, assistentes sociais, economistas…

O PODER SEM PUDOR
Baixa tolerância à bajulação

Adhemar de Barros estava em plena campanha para presidente, em 1955, quando foi homenageado com uma festa-surpresa por assessores, no dia de seu aniversário. Iniciados os discursos, travou-se uma curiosa disputa para ver quem adulava mais o chefe. Cansado e impaciente, Adhemar acabou com a festa com o seu jeitão de lorde inglês:
– Agradeço, mas não suporto tanta bajulação. Peço que deem o fora. Deu as costas e foi embora.

• COM TERESA BARROS E TIAGO DE VASCONCELOS

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter