domingo, 25 de agosto de 2019.
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Comércio eletrônico sem crise

Rubens Frota

Colunista - Economia

terça-feira, 13 de agosto 2019

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No início do segundo semestre, os brasileiros continuam empolgados com o comércio eletrônico. Em agosto, as compras online apresentaram alta de 22,9% e totalizaram R$ 5,6 bilhões. O salto está relacionado principalmente ao aumento no número de pedidos, sendo realizados mais de 14 milhões de compras online no período – aumento de 22,4% em relação a julho de 2018, de acordo com dados do Compre&Confie – empresa de inteligência de mercado com foco em e-commerce, no sétimo mês do ano. O tíquete médio ficou praticamente estável no período, totalizando R$ 398, apenas 0,4% maior do que no mesmo período do ano anterior Ao analisar o consumo por região, é possível perceber que o Sudeste segue com grande atuação no mercado, com 65,5% do total de vendas. Atrás, estão Sul e Nordeste, com 14,3% e 12,3% respectivamente. Por último, estão o Centro-Oeste, com 5,8% das vendas e a região Norte, totalizando 2,1%.

Quem compra mais
Na comparação por gênero, o público feminino segue comprando mais que o masculino. As mulheres concentraram 51,2% do total das compras, com 48,8% sendo realizadas pelos homens. Apesar de comprar menos, os homens tiveram um crescimento de 28% comparado ao mês de julho de 2018. Analisando os consumidores por faixa etária, a maior parcela do total de vendas vem de usuários que possuem entre 36 e 50 anos, com 33,2% das compras. ogo atrás, estão as pessoas entre 26 e 35 anos, que tiveram share de 32,7% do total de pedidos. O público mais jovem, até 25 anos, representou 19,7% do mercado no mês de julho. Apesar de estar em terceiro lugar, foi o grupo que mais cresceu de um ano para o outro: ao todo, o incremento foi de 29% em relação a julho do ano passado.

Categorias
Ainda quanto às compras online, em relação ao volume de compras, a categoria de moda e acessórios lidera, com 22,7% do total de pedidos realizados durante o mês. Beleza, perfumaria e saúde é o segmento que fica em segundo lugar, alcançando share de 13,8%. Em seguida, estão empatadas as categorias de entretenimento e artigos para casa, com 10,1%. Por último, o segmento de móveis, construção e decoração está presente com 8,4%. Já no âmbito do faturamento, a categoria mais rentável foi a de eletrodomésticos e ventilação: com 25,5% do total financeiro obtido no período.
Consórcios
O sistema de consórcios encerrou o primeiro semestre do ano com aumento de 14,75% no acumulado de vendas de novas cotas, alcançando 1,40 milhão em comparação ao mesmo período de 2018, quando totalizou 1,22 milhão. Os negócios correspondentes atingiram R$ 61,04 bilhões (jan-jun/2019), registrando alta de 26,38% sobre os R$ 48,30 bilhões anteriores (jan-jun/2018). O tíquete médio em junho atingiu R$ 46,17 mil, 10,51% mais que os R$ 41,78 mil do mesmo mês em 2018.

Consórcios II
Segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), de janeiro a junho, as vendas de novas cotas de veículos leves totalizaram 617,25 mil, 11,32% mais que 554,50 mil (jan-jun/2018), com os negócios do setor avançando de R$ 23,07 bilhões para R$ 27,66 bilhões, alta de 19,90% nos mesmos períodos. O tíquete médio de junho, no segmento, foi de R$ 45,83 mil, 9,35% maior que os R$ 41,91 mil anteriores.

Supermercados
Em agosto, os preços de alimentos e produtos nos supermercados da capital cearense registraram elevação de 1,06%, segundo a nova pesquisa do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza). No mês passado, a soma dos 60 produtos pesquisados mensalmente ficou em R$ 440,65, enquanto que no último levantamento, realizado nos dias 5 e 6 de agosto, a soma ficou em R$ 445,32.

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