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‘Crise política’ de Bolsonaro repete Lula em 2003

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 02 de abril 2019

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Espero que a reforma não seja
muito desidratada
Presidente Bolsonaro torce que o Congresso não
mude (tanto) a reforma da previdência

Nada há nada de novo nos primeiros meses do governo Jair Bolsonaro, em relação aos antecessores, das crises e dificuldades com o Congresso à queda na aprovação de desempenho. Aos 100 dias de governo, o petista Lula, por exemplo, tinha 43% de aprovação, quase 20 pontos a menos que os 61,3% dos votos obtidos no turno da sua eleição. Lula tentou aprovar uma reforma da previdência em 2003, até levou o projeto pessoalmente ao Congresso Nacional, como Bolsonaro, mas fracassou.

Menos que o esperado
Pesquisa Datafolha, às vésperas dos 100 dias de governo Lula mostrou que o Presidente tinha frustrado expectativas de 45% dos brasileiros.

Vida difícil
Dilma teve 51% de aprovação nos 100 dias, mas nada conseguiu aprovar na Câmara. Acabou em impeachment.

Tudo sempre igual
O desempenho de FHC, ao final de três meses de governo, era melhor que Bolsonaro, pior que Lula, mas também teve sua própria crise.

Dentro do esperado
O Datafolha ainda não divulgou pesquisa acerca dos primeiros 100 dias de Bolsonaro, mas o Ibope põe o atual presidente com 34%.

Risco sério
Participando de eventos dessa natureza, autoridades correm o risco de sofrerem a acusação de privilegiar grupos e interesses financeiros.

Isso vai acabar
Projeto do ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União, obriga autoridades a tornar público o conteúdo de reuniões privadas.

Faltaram ao trabalho
Se aplicar o que preconiza, o presidente Jair Bolsonaro deveria, no mínimo, cortar o ponto do ministro e dos seus auxiliares.

Bem na fita
A eleição 2020 não é prioridade em Belo Horizonte: 70,9% não sabem em quem votar para prefeito, mas o prefeito Alexandre Kalil (Pode) sai na frente, com aprovação de 73,2%, segundo o Paraná Pesquisa.

A reforma que não saiu
Nada como um governo após o outro com escândalos de corrupção no meio: nesta época do ano, em 2003, início do governo Lula, Zé Dirceu pregava a reforma da previdência, “Os militares têm espírito público, são patriotas e irão contribuir”, dizia, pedindo o sacrifício de todos.

Dívida vexatória
O saudoso embaixador José Aparecido de Oliveira ficaria tristíssimo, sabendo que o Brasil deve 217 mil euros (R$ 957 mil) ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), por ele criado em 1989.

Que vexame
Está marcada para o dia 10 deste mês a análise, no Supremo Tribunal Federal (STF) das ações do PCdoB, PEN e do Conselho da OAB, todos empenhados em soltar o político condenado por corrupção.

Lorota demitida
Contaram a lorota de que José Sarney ligou para Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o xingou pela demissão de 150 apadrinhados dele e de Renan Calheiros. O telefonema não houve e Sarney sabe que os cargos eram de confiança, tampouco é dado intrepidezes.

Essa é a acusação
A ex-presidente Dilma é ré pelo caso do “quadrilhão do PT”, ação penal que também tem como réus Lula, Antonio Palocci e João Vaccari Neto. A quadrilha é acusada de afanar R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos.

Substituição na Secom
Floriano Barbosa deixa a Secom, mas fica próximo ao Governo. Com o retorno do presidente Jair Bolsonaro de Israel, seu lugar será ocupado por Fábio Wajngarten, como esta coluna revelou em primeira mão.

Alô, Azul
Passageiros da Avianca se sentiram em cárcere privado, domingo (31). O voo deveria decolar às 18h10, do Aeroporto do Galeão para Brasília, mas todos ficaram presos na aeronave por duas horas. A tripulação não apareceu.

Pensando bem…
…se a visita a Israel fosse de deputados e senadores, faltaria muro para tanta lamentação.

Prefeito de Muriaé (MG) entre 2004 e 2008, Odilon Carvalho (MDB) costumava receber com camaradagem os vereadores que o procuravam para suas demandas nos bairros, e os encaminhava aos secretários com um bilhete, levado em mãos por alguns edis da oposição, com um “favor atender ao vereador”, e um código abaixo de sua assinatura, o SQR. Mas todos reclamavam que, apesar de atendidos, suas demandas não andavam. Foi quando um deles atentou para o código comum nos bilhetes. E descobriu o recado secreto do prefeito para os secretários: “Sai Que é Rabo”.

 

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