sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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De passarela e passeios

Fernando Maia

Colunista - Política

quarta-feira, 28 de agosto 2019

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Sobre a sucessão nos 21 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, pode soar estranho, mas o partido que não estender o mandato com a reeleição contribuirá para trazer dificuldades aos irmãos Ferreira Gomes e ao prefeito Roberto Cláudio. E tudo dentro dos conformes como reconhecem pedetistas mais realistas, tendo em vista a atípica aliança entre os irmãos sobralenses e o PT, esse mesmo PT que detestam e que tem o governador. Resumindo a “novela”, se Camilo pertencesse a qualquer outra agremiação que não a da “estrela solitária” a eleição de qualquer candidato da coligação estadual não passaria de um vitorioso desfile na passarela, um passeio de escola de samba e tudo o mais a que os vencedores tem direito. Mas, tendo em vista a situação do Camilo, os pré-candidatos do PDT têm consciência de que, com uma candidatura petista bem articulada e o Capitão Wagner lutando pelo gozo da vitória que chegou perto em 2016, esse “passeio” deixará de existir. Não cola PDT e PT marcharem separados para se unirem num segundo turno, correndo o risco de enfrentar uma campanha de beira de abismo com a oposição juntando Wagner, Luizianne e Célio Studart. Aí, o passeio será deles.

Ameaçado pelo prefeito. Para o deputado Roberto Pessoa, é fácil se eleger e reeleger-se na eleição seguinte, dando-se ao luxo de conduzir com folga no mesmo caminho vitorioso a filha Fernanda. Mas, não será fácil a ele vencer a eleição em Maracanaú, seu principal reduto eleitoral, com o prefeito Firmo Camurça destruindo o seu trabalho com a pior administração dos últimos anos. A cidade lidera a violência no País, está cheia de buracos, e é um caos nas áreas de saúde e educação. Tem quem escape a esse quadro?

Fim do domínio. O deputado Júlio Cesar, líder do Governo, poderá acabar com o domínio da oposição em Maracanaú. Uma conversa dele com Roberto Claudio, com as bênçãos de Camilo, resultou em projetos para salvar o que resta do município, a começar pelo “engasgo” de todas as manhãs na rotatória da Ceasa.
Língua afiada. Ciro Gomes, que não hesita em mostrar a sua língua afiada, “sugere” medidas ao presidente Bolsonaro para a Amazônia: acionar estruturas corretas, calar a boca e demitir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, segundo ele, “canalha, corrupto e irresponsável”.
Região sob risco. Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional da Ibiapaba, em outubro, o deputado Salmito Filho (PDT), será ungido principal defensor da região. Todos querem que ele faça um apelo ao Governo para a proteção das oito cidades contra bandidos do Piauí, Maranhão, e Pará, que ali se estabeleceram botando barraco.
Raquel elogiada. A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, ganha muitos elogios depois de solicitar ao STF a liberação de recursos (são muitos milhões) tomados de corruptos pela Operação Lava Jato, para o combate às queimadas e incêndios que destroem a Amazônia.
Briga de “moleques”. A troca de farpas entre os presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França, por causa da Amazônia, parece briga de moleques de rua, quando um deles fazia um risco no chão para proteger a mão, desafiando o adversário a cuspir em cima…
Ninguém escapa? . Em posição privilegiada, dada a sua atuação no comando de votações importantes e acordos entre o Executivo e o Legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), vê o STF enviar à PGR processo de corrupção passiva, e de lavagem de grana da Odebrecht contra ele.

 

“Prefeito, ou qualquer outro político, que negocia os votos dos seus eleitores com candidatos, não podem cobrar nada deles depois das eleições”. Ex-deputado Paulo Lustosa.

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