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De saída do PSDB, Serra até já fala pelo PPS

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 01 de abril 2013

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• Os entendimentos para o ingresso do ex-governador paulista José Serra no PPS andam tão avançados que ele até tem falado em nome do partido, para formular convites de adesão. Segundo um deputado ligado a ele, Serra participa de negociações, ainda iniciais, para a fusão do PPS a outro pequeno partido, a fim de abrir uma “janela” que permita a filiação de tucanos descontentes com os rumos do PSDB.

• Serra + 15 – Serra admite deixar o PSDB, mas quer fazê-lo de forma ruidosa, levando consigo pelo menos quinze deputados tucanos.

• Ave em extinção – Bem ao seu estilo, não basta a José Serra deixar o PSDB, mas fazer disso um instrumento capaz de precipitar a extinção do partido.
• Ligação fraterna – O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, deve a José Serra o mandato de deputado federal que conquistou em São Paulo.

• Caminho de volta – Com Serra no PPS apoiando Eduardo Campos (PSB) para presidente, Roberto Freire tentará ser deputado por Pernambuco, onde nasceu.

PGR levou até dez anos para denunciar políticos
• A Procuradoria Geral da República (PGR) levou 10 anos para acusar o deputado Eduardo Cunha (RJ) no Supremo Tribunal Federal, examinou por nove anos o caso do senador Eduardo Braga (AM), gastou sete anos para acusar o senador Renan Calheiros e cinco para levar ao STF o deputado João Magalhães (MG), denunciado na Operação João de Barro, da Polícia Federal, por lavagem e fraude em licitação.

• Coincidência? – São do PMDB e assumiram recentemente cargos no Congresso os quatro políticos denunciados pela PGR ao Supremo Tribunal Federal.

• Monotemático – O procurador-geral Roberto Gurgel afirmou que não denunciou antes esses políticos por “falta de tempo”, tomado pelo caso do mensalão.

• Pergunta nos tribunais – Se a PGR, com toda estrutura, tem dificuldade para cumprir o que é de sua competência, o que seria do MP com a prerrogativa de investigar?

• Xadrez ministerial – De olho em aumentar espaço na Esplanada, o PMDB articula para transferir o ministro do Turismo, Gastão Vieira (MA), para a Ciência e Tecnologia, hoje comandada por técnico. Já o Turismo iria para o PTB.

• Erro político – O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), virou motivo de deboche no Planalto: ao vetar tão cedo o senador Lindbergh Farias (PT) para o governo, reafirmando apoio a Luís Fernando Pezão (PMDB), acabou aproximando o petista do ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ).
• Ela vai – A presidenta Dilma confirmou que irá a Itapira, São Paulo, estes dias, para inaugurar o primeiro centro privado de biotecnologia do País, aplicado à produção de medicamentos de última geração.

• Mãe e filha no TJ – Pela primeira vez, mãe e filha usam a toga no mesmo tribunal, o TJ do Rio de Janeiro. A mãe, desembargadora Letícia de Faria Sardas, que preside o TRE-RJ, atuará com a filha, Mônica de Faria Sardas.

• De volta – Vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT-PR) tem planos de tentar retornar ao Senado nas eleições de 2014. Ele busca apoio no PT da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

• Tudo parado – O governo do Amapá depende da Advocacia-Geral da União para considerar prejudicados e destravar 523 convênios cuja documentação foi retida na Operação Mãos Limpas da Polícia Federal. 

• Chama a Merkel – Fora do programa de descontos do governo, remédio contra glaucoma Neovite com 60 comprimidos, da alemã Bausch+Lomb, custa R$120 nas farmácias. Em supermercado dos EUA, o dobro custa US$15.   

O PODER SEM PUDOR
Sabatina inoportuna
O atual prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) era só um jovem candidato a vereador, em 1996, quando seu pai, o saudoso e sempre bem humorado deputado Maurício Fruet, achou de visitar escolas, em campanha. Numa delas, um aluno resolveu testar o candidato Gustavo:
– Qual a importância de Juscelino Kubitschek para o Brasil?
Gustavo até que se saiu bem, inclusive diante de perguntas sobre Getúlio, Jânio etc. Até o pirralho desafiar:
– E Mem de Sá, o que ele fez pelo Brasil?
Maurício Fruet interveio, encerrando a sabatina e salvando o filho:
– Ele fez o que pôde, meu filho. O possível. Adeus e muito obrigado!

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