domingo, 16 de junho de 2019.
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Deputados fingem presença e voltam aos Estados

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

sexta-feira, 24 de maio 2019

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Governar é uma longa
maratona de quatro anos
Ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), lembrando que o governo está apenas no início

Às 16h03 de ontem (23) o painel eletrônico registrava a presença de 439 deputados na Câmara, sendo que impressionantes 434 estariam no plenário. Mas era tudo mentira. Na verdade, o plenário estava vazio. Suas excelências já tinham ido embora, não sem antes registrar a presença graças à malandragem oficial que lhes abre a assinatura do ponto a partir das 6 horas. Às favas os projetos, debates, tudo.

Revoada facilitada
Na sessão de ontem, que aprovou a reforma administrativa, a votação simbólica dispensou contagem de votos e verificação de quórum.

Farra garantida
Rodrigo Maia já chegou a obrigar deputados a trabalhar até 14 horas, às quintas-feiras, mas para ser reeleito voltou a liberar o ponto 6 horas.

Engarrafamento
A debandada parlamentar ocorre toda manhã de quinta-feira, no aeroporto de Brasília. Há até engarrafamento de carros oficiais no embarque.

Cooptados
A esperança era de que a renovação de deputados teria impacto nessa farra, mas é grande a tentação de ganhar sem trabalhar.

Contratada no feriado
A menos que a data tenha sido fraudada, Itaipu abriu as portas para formalizar o contrato de “Janja” em pleno feriado nacional.

Coisa de poderosa
Relacionando-se com o ex-presidente Lula há anos, “Janja” ganhou a boquinha em Itaipu sem fazer concurso ou passar por qualquer processo seletivo.

Entre amigos
“Janja” foi contratada por ordem do então presidente de Itaipu, Jorge Samek, petista do Paraná obediente a Lula, que a nomeou.

Ainda este semestre
O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) é mais otimista que o colega Paulo Guedes (Economia). Acha que a reforma da previdência caminha bem e será votada no plenário da Câmara antes do recesso.

Reforma até o dia 15
O relator da proposta de reforma da previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PDSB-SP), afirmou que deve apresentar seu parecer sobre a PEC até o próximo dia 15 de junho.

Liderança na prática
O Planalto ficou satisfeito com o trabalho de articulação da Líder no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP). Ela fez o que o major Vitor Hugo (PSL-GO), Líder do Governo na Câmara, não consegue.

Perderam a noção
O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) define como “surreal” a tentativa dos petistas de sabotar a visita de Bolsonaro ao Nordeste. “A política tem dessas coisas”, ironiza ele, nordestino de Alagoas.

Contra a corrupção
O senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR) pretende acabar com “brechas” para prisão em segunda instância: “O STF ora interpreta de uma forma, ora interpreta de outra”. Ele pede mudança na Constituição.

Momento sensível
Líder do PSL, o Delegado Waldir (GO) pediu desculpas ao presidente da Comissão da Reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PL-AM), por ataques nas redes sociais e pediu aos deputados que “não meçam, por favor, a conduta do partido pela conduta de um ou outro parlamentar”.

Investimentos bilionários
O chairman do grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles), John Elkann, e o CEO da empresa, Mike Manly, estiveram no Brasil para anunciar que vão investir mais de R$ 8,5 bilhões nos próximos anos, no Brasil. A maior fábrica da Fiat do mundo é em Betim, em Minas Gerais.

Oposição-birra
Mestre em Direitos Fundamentais, Cássio Faeddo define o clima político atual como “desavergonhado processo de desgaste deliberado” do Presidente. Para ele, é vez de o PT não aceitar a voz das urnas.

Pensando bem…
…se o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fizesse Artes Cênicas, ele tiraria nota 10, até mesmo em Harvard.

Deputados federais pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho e Vingt Rosado Maia foram ao enterro de um velho amigo. Vingt cochichou: “O morto é um homem da nossa idade… Já somos candidatos também…”
O octogenário Djalma reagiu com graça e veemência: “Que candidatos Vingt, que candidatos! Nós já fomos eleitos. Estamos apenas aguardando o dia da posse.” Marinho morreria em 1988 e Vingt em 1995.

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