sábado, 21 de setembro de 2019.
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Despesa com servidores sobe a R$ 226 bilhões

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 28 de janeiro 2013

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• Despesas com pessoal e encargos sociais, da administração pública federal, vão totalizar R$ 226 bilhões, em 2013, incluindo civis e militares, ativos e inativos, servidores do Distrito Federal e pessoal remanescente dos extintos territórios. É o que prevê o projeto de Lei Orçamentária, a ser votado nas próximas semanas. Somente no Poder Executivo, despesas de pessoal, este ano chegarão a R$ 162,9 bilhões.
• A conta é nossa – O Poder Judiciário vai gastar R$ 23,9 bilhões com pessoal, o Legislativo R$ 7,9 bilhões e o Ministério Público da União 3,2 bilhões.

• Média elevada – Os servidores federais já recebem um salário médio R$ 9,6 mil mensais, três vezes superior à media salarial do setor privado.
• Números da farra – A Presidência da República tinha 1,1 mil cargos de livre provimento no governo FHC. No governo Lula, foram a 3,2 mil e a 4 mil na era Dilma.
• De volta ao batente – O poeta Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF, voltará a advogar: ganhou a carteira número 7130 da OAB de Sergipe.

Correios: festa custou R$ 15,5 mi sem licitação
• Instituição respeitada no passado, os Correios chegam aos 350 anos com corpinho de 350, com direito a “plástica”: a festa comemorada há dias em cinco capitais, custou R$15,5 milhões sem licitação. A “Parada Musical” com Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e outras bandas, teve como estrela principal, no Rio, a inevitável Preta Gil, cuja profissão de filha de Gilberto Gil, lhe rende uma alegada “popularidade”.
• No popular – Com o objetivo de “popularizar a cultura”, a ECT confiou o evento à Trade Network Participação, escolhida por “notória especialização”.

• Celebridade – A ECT não divulgou o cachê dos artistas, nas festas do Dia do Carteiro. E o País só tem a celebrar os atrasos na entrega da correspondência.
• Correio ‘jovem’ – A Trade Network incorporou a Geo Eventos, ligada à Rede Globo. Os Correios patrocinam o festival de rock Lollapalooza, da Geo. 

• Follies Bergère – Fortalecido pela previsão da entidade esotérica Cacique Cobra Coral de tempo bom no Carnaval e com Lula apavorado com multidões, o governador Sérgio Cabral (PMDB) embarcou para sua querida Paris.
• Tartaruga cega – Na pindaíba para pagar despesas de pessoal e manter investimentos até o final do ano, a Infraero empacou na promessa de reduzir 50% dos cargos comissionados e engavetou projetos de duas ricas consultorias.

• Até tu? – O CD da Liga das Escolas de Samba do Amapá, com foto do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) na capa, é financiado pelo governo do Estado. Ele pode ser processado pelo uso de recursos públicos para promoção pessoal.
• Minha mansão, minha vida – O brasileiro André Barbosa, 23, se deu bem na Flórida: ocupa uma mansão de US$2,5 milhões apreendida pelo Bank of America com a crise imobiliária nos EUA. Aproveitou brecha na lei, diz a Fox News.

• Vegetarianos – O Conselho Sueco de Agricultura propôs à União Europeia uma taxa para reduzir o consumo “poluente” e “pouco saudável” de carne. A América Latina tem 43% do rebanho mundial de 1,3 bilhão de cabeças.
• Marola – O deputado Alfredo Kaefer (PR) minimiza aparição de José Serra (SP) como estrela de evento do PSDB em São Paulo: “Se ele não brilha lá, vai brilhar onde? Isso não significa demonstração de força para 2014”. 

• Filão – De olho na imensa população católica do Brasil, o escritor português Luiz Miguel Rocha lança em março “A Filha do Papa”, sobre suposta herdeira do polonês João Paulo II, segundo a mídia italiana. Esperto.
• Ojeriza a cheques – Nem a Polícia Federal acredita mais em cheques. Além de preencher uma vasta lista de documentos para retirar passaporte, o interessado precisa pagar uma taxa em um banco, não sem antes imprimir o boleto pelo site PF. Neles, o aviso: cheques não serão aceitos.

• Prioridade – Saraiva Felipe (MG) avisou a Michel Temer que retirou a candidatura a líder do PMDB na Câmara. O que quer mesmo é um cargo no governo.
O PODER SEM PUDOR
Deus sem
votos
Roger Levy disputou em São Paulo uma vaga na Câmara dos Deputados, nos anos 80, quando o general João Figueiredo acabava de assumir a presidência da República. Levy teve um desempenho pífio, três mil votos.
– Mas me sinto Deus – disse a um jornalista.
– Por que?
– Ora, Figueiredo foi eleito com 300 votos, o papa com 100 votos. Com três mil, eu me sinto Deus.

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