sábado, 21 de julho de 2018.
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Devemos eleger Eunicio por aclamação?

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Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 12 de dezembro 2017

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Continuam as incertezas para formação da chapa governista do Ceará, em 2018. Há pontos claros, como a solidez da candidatura do governador Camilo Santana à reeleição. Craque no uso da caneta, combinado com um estilo leve de governar, avança, sem obstáculos, pelo menos, no momento. Entrementes, o senador Eunício Oliveira (PMDB) vive momento decisivo, dramático e atípico na sua história política. É do conhecimento de todos que o Estado e a sociedade têm com ele enorme dívida, dos recursos por ele liberados para projetos cruciais e urgentes do Governo. Ao mesmo tempo, Eunício, a essa altura com remotas possibilidades de aceitar o desafio de voltara a disputar o Governo do Estado pela oposição, precisa, para manter o seu status ser reeleito para o Senado, o que seria ótimo, não só para o governador Camilo, bem como para o Ceará, a quem, neste momento, recorre às urnas. Essa reeleição, reconhecem analistas e observadores, só será viável uma vez confirmada uma sólida aliança com o grupo no poder, para o que tem o apoio do governador Camilo, sem o qual vai para o tudo ou nada, sujeitando-se ao que Deus quiser.

Mas, nesse caminho, há uma incômodo fator preocupando o Governador, com a insistência do seu partido, o PT, por uma das duas vagas para o Senado, quando uma delas já tem dono, com a reserva de domínio feita para beneficiar o ex-governador Cid Ferreira Gomes, a quem Camilo não pode faltar. O PT, partido que desaba ladeira-abaixo, já tem o Governo do Estado, que é muito para as suas poucas fichas na boca da urna, mas quer muito mais. Deixar Eunício fora do Senado seria uma perda absurdamente inadmissível, e politicamente e burra para qualquer estado. O estado que tem o presidente do Congresso Nacional trabalhando a seu favor, não pode se dar ao luxo de correr riscos desnecessários para eleger o ocupante desse posto disputando reeleição. Deveria ser reeleito por aclamação. É mais importante para o Ceará pagar o custo de qualquer acordo, para tê-lo na presidência do Senado, que entregá-lo a uma disputa eleitoral por conta e risco da sorte. A decisão sobre a reeleição do senador Eunicio não está nas mãos de Camilo, mas do Governador depende o maior esforço para que sejam vencidos os desafios que levem a bom termo o entendimento capaz de consolidar esse proposito importante para melhorar a sobrevivência do Estado, que ele procura servir.

Planejador A inauguração na Praça do Ferreira do Observatório de Fortaleza, projeto destinado à produção, difusão e acesso à informação, trouxe a público mais um dos pilares do Plano Fortaleza – 2040, projeto da lavra do coordenador do Iplanfor, Eudoro Santana. A modernidade que ali se encontra, aliada a informações precisas sobre a urbe, é um dicionário visual de uma cidade e do seu povo a disposição de turistas e nativos que desejarem conhecer os nossos valores e as nossas origens.

Mostrando
as garras. Luizianne Lins volta a ameaçar o Governador, declarando que será candidata ao Governo do Estado, se Camilo Santana não apoiar abertamente Lula para presidente.

Não brinquem. Será bom o Governador e aliados ficarem atentos. Ela é de briga, encarou em 2002 o PT nacional com Lula e tudo, para afastar Inácio Arruda do páreo, e foi eleita.

Suicídio. Com todo respeito a Lula e a Luizianne, a Loura pisou no tomate. Ela não tem mais o mesmo prestigio que tinha no passado e o PT de ontem morreu. Apoiar Lula não seria um ato infidelidade de Camilo, mas de suicídio eleitoral.

Bate-volta. O PMDB deverá ter de volta o bom deputado Walter Cavalcante. As suas discordâncias foram aparadas com a aproximação do partido a base do Governo. Esse deputado é importante fator de equilíbrio em qualquer bancada.

Mudanças. Para o deputado Genecias Noronha (SD), defensor da candidatura de Jair Bolsonaro para presidente, haverá muitas mudanças nessa disputa, principalmente se Lula for impedido de disputar.

Vai mexer. Também o Capitão Wagner (PR) vê muitas mudanças no horizonte com a marcha da campanha presidencial. A seu ver, partidos e deputados trocarão de posição.

Inevitável. Na visão do deputado Heitor Férrer (PSB), será difícil atender ao presidente Zezinho Albuquerque, para evitar a municipalização dos debates na casa. Essa briga é inevitável em ano eleitoral.

Motivação. Um fator deverá tornar-se difícil o fechamento da pauta da AL até o dia 14. O Presidente Zezinho Albuquerque teme a opinião pública, ressabiada com os escândalos do Congresso.

Sem abuso. Se até hoje nada manchou a sua gestão, não será agora, no apagar das luzes do ano legislativo, que irá dar motivos para críticas. Não será um ou dois dias que aumentará a produção dos parlamentares, mas é bom não abusar.

“Dar às assembléias legislativas o direito de revogar penas de deputados, é facilitar a prática do corporativismo parlamentar, que não é bom para a democracia”. Ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

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