terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Distribuição desigual

Rubens Frota

Colunista - Economia

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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O mais recente levantamento do IBGE evidencia o quanto permanece desigual a distribuição de renda no Brasil. Na média nacional, os mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divisão por capitais, essa diferença chega a 34,3 vezes (marca registrada por Salvador). Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal (incluindo, além da renda proveniente do trabalho, os rendimentos de aposentadoria, pensão, aluguel, programas sociais etc) per capita domiciliar em 2017 foi de R$ 6.629 para a parcela que representa os 10% dos brasileiros mais ricos. Já entre a parcela dos 40% mais pobres, o rendimento médio foi de apenas R$ 376. A Região Nordeste é que apresenta a maior desigualdade nesta comparação. Nos estados nordestinos, os 10% mais ricos ganhavam cerca de 20,6 vezes mais que os 40% mais pobres no ano passado. Em seguida, vem a Região Norte, com uma diferença de 18,4 vezes, o Centro-Oeste, com uma diferença de 16,3 vezes, o Sudeste, com 11,4 vezes. A menor desigualdade foi observada na Região Sul, onde os mais ricos ganhavam cerca de 11,4 vezes mais que os mais pobres. A desigualdade se amplia ainda mais quando se diminuiu o recorte territorial. Ao se analisar as 27 unidades da federação, o Amazonas tem os 10% mais ricos com rendimentos 30,1 vezes maiores que os 40% mais pobres. Já Santa Catarina tem a menor desigualdade, sendo a diferença de rendimento entre estes dois grupos de 8,6 vezes. Já na análise das capitais, observa-se que a diferença chega a 34,3 vezes em Salvador, a maior do País. Lá, enquanto os 10% mais ricos tiveram rendimento médio de R$ 8.895, o dos 40% mais pobres foi de R$ 280. A menor desigualdade entre as capitais foi observada em Florianópolis, onde os mais ricos ganhavam em média R$ 9.180, o que representa 8,6 vezes mais que os mais pobres, cujo rendimento médio foi de R$ 880.

Pobreza
Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. De acordo com o IBGE, em 2016, havia no País 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza.

Extrema
Esse contingente aumentou para 54,8 milhões, em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população total do País, estimada em 207 milhões naquele ano (em 2016, eram 25,7%).

Boa para trabalhar
O Facebook deixou de ser a melhor empresa onde trabalhar nos Estados Unidos, segundo o portal “Glassdoor”, que, após um ano cheio de polêmicas, passou a situar a rede social no sétimo lugar do ranking anual de 100 melhores. A empresa de Mark Zuckerberg foi substituída no primeiro posto pela consultoria internacional Bain & Company, que já havia aparecido 11 vezes entre as 100 melhores, quatro delas no topo.

Petrobras
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou seu plano de negócios de 2019-2023, que prevê uma carteira de investimentos de US$ 84,1 bilhões para o período. O valor é cerca de R$ 10 bilhões superior ao previsto em seu último plano de negócios: na previsão para o período entre 2018 e 2022, a estatal estimava investimentos de R$ 74,5 bilhões.

Investimento
Em 2017, a petroleira elevou em 0,5% sua previsão de investimento sem relação ao ano anterior, uma virada em relação à estratégia da companhia, que vinha cortando investimentos nos anos anteriores.

Reunião
O presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, realizará uma reunião, nesta quinta-feira (6), com os empresários do Centro, quando serão discutidos, entre os outros assuntos, o funcionamento das lojas do bairro no mês de dezembro. A abertura aos domingos e a ampliação do horário de segunda a sábado será o principal tema da pauta. Com a chegada do Natal, a melhor época para o comércio no ano, o fluxo de clientes aumenta consideravelmente e para atender à demanda, se torna necessário estender o expediente, gerando mais emprego e renda.

Workshop
Como aproveitar as oportunidades para fornecer suprimentos às empresas do Complexo do Pecém, diante da diversidade de companhias que atuam na região? Para o fornecedor cearense, as variadas regras para comercializar junto a empresas de grande porte e com diferentes tipos de nacionalidades podem ser um obstáculo à negociação. Pensando em esclarecer os procedimentos adotados e aproximar empresários locais das organizações presentes na região, a Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp) realiza o II Workshop do Fórum de Desenvolvimento de Fornecedores, hoje, no auditório do IFCE – Campus do Pecém (Rodovia CE-155 – KM 04).

Workshop II
A programação é gratuita e contará com palestras que irão abordar os desafios e as oportunidades no desenvolvimento de fornecedores no CIPP, rodada de negócios e talk show com Ricardo Parente (presidente da Aecipp), Marcus Lemos (gerente de Suprimentos da Companhia Siderúrgica do Pecém e coordenador do Fórum de Desenvolvimento de Fornecedores da Aecipp), Danilo Serpa (presidente do Cipp), Consultoria McKinsey, além dos prefeitos das cidades de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho, e Caucaia, Naumi Amorim.

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