segunda-feira, 19 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Em 30 anos não se pariu nada que prestasse

Fernando Maia

Colunista - Política

quinta-feira, 25 de julho 2019

Imprimir texto A- A+

 

Há nove meses, quando era conhecido o resultado da eleição presidencial que elegeu Bolsonaro, o colunista Ricardo Noblat afirmava estar provado, mais uma vez, que o Brasil é um dos países do Ocidente praticamente “sem partidos políticos”. Noblat não estava longe da verdade, tendo em vista que o candidato vencedor era de um dos “nanicos” que pululam pelo País. Dessa forma, ficava comprovado a derrocada dos chamados grandes como PSDB, MDB e PT. Entretanto, não foi esse o primeiro exemplo, sabendo-se que, em 1989 o alagoano Fernando Collor, para surpresa geral, derrotou adversários fortes, disputando por outro dos pequenos, um tal de PRN, inexpressiva formação de amotinados contrários à doutrina dos grandes caciques. Desse modo, confirma-se a crítica feita há anos pelo então ministro da Justiça, Armando Falcão, para quem o Brasil jamais teria organizações politicamente fortes do porte do Republicano ou Democrata, nos Estados Unidos, ou mesmo do Trabalhista e Conservador da Inglaterra, ou ainda o Social Democrata da Alemanha. O que se pode esperar então, do futuro organismo partidário brasileiro, quando o principal órgão da Justiça, o TSE, não tem forças para evitar que em poucos anos tenhamos meia centena de oportunistas amontoados em agremiações que se auto intitulam de partidos? Basta uma rápida leitura no quadro eleitoral dos últimos 30 anos para identificar que a sociedade criminosa que desembarcou nas legendas politicas não poderia parir nada que prestasse.

Tomando de Camilo. O Deputado Federal Capitão Wagner, pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, agindo junto ao governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, presidente e figura mais importante do PSC, conseguiu tirar das mãos do governador Camilo Santana o controle desse partido no Ceará. E não parece ficar por aí a gana do parlamentar para reforçar a sua candidatura. Sem mais revelações, ele garante que vai atropelar outros dirigentes de partidos governistas.

Cumprindo tabela. Em relação ao encolhimento dos grandes partidos, o MDB que já reinou absoluto nos áureos tempos em que mandavam Mauro Benevides, Paes de Andrade e Juraci Magalhães, não deixará de disputar, em 2020, a Prefeitura de Fortaleza.
O importante é competir. João Melo, secretário do velho modebra diz que deverá ir para o sacrifício a deputada Doutora Silvana, para quem o importante é competir. Ela sabe que nada perderá e acredita que contribuirá para eleger mais vereadores.
Tóffoli no Ceará. Em visita de dois dias, o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal para encontros com o governador Camilo e com o desembargador Washington Oliveira, presidente do Tribunal de Justiça. O objetivo de Toffoli seria a integração do STF com o Tribunal de Justiça e tribunais federais para agilizar processos.
Verificando a conjuntura. Mas, não é. Extraofialmente, informa-se que Dias Tofoli faz viagem tipo balão de ensaio fazendo sondagens. Quer sentir para onde marcha a sociedade brasileira, na conturbada conjuntura politica, social e jurídica do país de Bolsonaro…
Cobrança da PGR. A propósito de Dias Tóffoli e a sua monocrática decisão de barrar investigações de crimes com o uso de dados do COAF, a procuradora Raquel Dodge cobrou esclarecimentos. Não só ela, mas tem muita gente curiosa sobre as razões…
Será que agora vai?. A Cagece, campeã de reclamações do consumidor junto ao Procon-Decom, acaba de ganhar mais 30 modernos caminhões equipados para resolver problemas nas instalações cidade afora. Espera-se que seja o fim de falhas de fornecimento, grandes vazamentos etc.
Justiça célere. Dando cumprimento ao Projeto Celeridade, com o qual visa dar mais agilidade aos processos jurídicos do Estado, o desembargador Washington Araújo, presidente do TJCE, anuncia a implantação da Secretaria Jurídica de 1º Grau

“Partido que, em vez de um grande líder, tem um dono, cedo ou tarde entrará para o rol dos extintos”. Ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter