sábado, 25 de maio de 2019.
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Equívoco de Eunício

Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 30 de outubro 2018

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Com a vitoria de Jair Bolsonaro, predominaram, nas declarações dos derrotados Ciro Gomes (PDT), Camilo Santana (PT) e do senador Eunício Oliveira (MDB), o desejo de “Vida longa ao Rei” com votos de paz e prosperidade ao novo governo. Com o pífio desempenho do seu partido nas eleições, o senador Eunicio, pela primeira vez, externou a sua preocupação com o caráter de coadjuvante “independente” do MDB, trincheira da qual nunca saiu para não assumir o ônus das derrotas. O MDB, antes PMDB, sempre escolheu o cômodo caminho do oportunismo, sem aceitar o protagonismo, recusando o papel de ator principal para atuar como colaborador nas vitórias de aliados. E por escolha própria. Na sua megalomania, autoproclamava-se partido indispensável e necessário para vencer eleições, mas sempre fugia dos embates eleitorais como cabeça de chapa. Mesmo assim, chegou ao poder por três vezes com vice-presidentes que assumiram por morte ou cassação dos titulares. O que Eunício não parece ter percebido, é que um partido que já teve 22 dos 27 governos estaduais, (hoje reduzido a apenas três), dificilmente poderá continuar independente com seis senadores e 34 deputados, em um Congresso do qual já foi dono com as maiores bancadas. Na verdade, esse partido começa a descer a ladeira do fracasso, sem reconhecer que foi o grande derrotado na última eleição e que já perdeu o pomposo título de “campeão da governabilidade”.

Pódio com brilho. Tem todos os motivos para festejar o presidente do Banco do Nordeste, Ronildo Rolim, assim como o empresariado do Nordeste, após confirmado que o Agroamigo é o terceiro mais importante programa de microcrédito do mundo, só perdendo para programas de bancos gigantes da Alemanha e Estados Unidos no quesito empréstimos. Mas em alcance social, o Agroamigo é campeão.

O difícil amanhã
Encerrada a campanha eleitoral, o governador Camilo reúne, hoje, a tropa para o primeiro encontro com o secretariado. Não deverá externar preocupações mas elas existem. Com a derrota de Eunicio e sem um interlocutor influente para dialogar com o Planalto, o futuro a Deus pertence.

Tiro no pé
O Capitão Wagner será o cearense de maior prestigio no Planalto, declaradamente favorável a derrotar o “status quo” da política estadual. Com Ciro derrotado, Cid e Eunicio sarando feridas, a acachapante vitória de Hadadd no Ceará foi um tiro no pé.

Merecimento . Dos mais justas o Troféu Jangadeiro, concedido pela CDL ao ex-presidente do BNB, João Alves de Melo, que, entre outros cargos, tem conduzido a Secretaria-Geral do MDB há 20 anos.
Cadeia neles!. O momento vergonhoso e revoltante nas comemorações da vitória de Bolsonaro foi a agressão de desordeiros do Comitê do PSL a duas jornalistas, do jornal O Povo e TV Verdes Mares.
Sem surpresas . Conforme era esperado, o PDT de Ciro, vai trabalhar para isolar esse partido atraindo para o seu lado entre outros PSB, PSOL e PCdoB.
É governo .Domingos Neto (PSD) Bolsonarista de primeira hora tá crescendo o peito. Quer ser um dos caciques da política estadual no próximo consulado presidencial.
Pura patetice .
Para o general Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa, é loucura e muita palhaçada, espalharem que os generais é que irão mandar no governo de Bolsonaro.
Tá explicado… . Segundo Haddad, a sua derrota se deveu a três fatores: prisão e cassação da pré-candidatura de Lula e, finalmente, o “impeachment” de Dilma.
Coincidência . Você só começa a entender que um partido tem dono, quando não há ninguém para suceder o presidente. Qualquer semelhança com o senador Eunicio, é mera coincidência.

“O Brasil precisa imitar as grandes democracias, onde o crescimento da Nação une todos, após terminada cada eleição”. Ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

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